dez 6 2011
Who? – Persona 4: The Animation

Momento fanboy: Fazia tempo que não assistia um animê tão bom, caramba, como é agoniante ter que esperar pelo próximo lançamento.
Momento redator: Bom, deixando de lado a alegria, eu estava devendo alguns comentários sobre este anime desde sua estréia. Comentários porque ele mal começou, temos apenas sete episódios, mas já dá pra se ter uma boa idéia do que vem por aí. Então, sigam-me nessa avaliação que prometo que será o máximo isenta que eu puder… O que não é muito… Oh, boy…

Pra entender Persona 4 – The Animation, que eu chamarei só de Persona daqui em diante, é preciso compreender que originalmente havia uma série de jogos para PlayStation (e algumas outras plataformas) que faziam parte de uma série maior chamada Shin Megami Tensei. Os jogos Persona, do qual este aqui fazia parte, se baseavam em pessoas que eram teoricamente comuns, mas tinham personalidades fortes, e através de alguma mecânica, poderiam invocar avatares, os personas, que representariam aspectos de suas personalidades. No 4, esses avatares vem atrás de cartas de tarô. Dito isso, avançamos.

A história começa em uma limusine, quando conhecemos o seu dono e sua belíssima assistente, dois seres esquisitos que chamam aquele lugar de Velvet Room, uma sala que acessamos quando estamos sonhando. Eles nos falam de coisas que não entenderemos, mas como se fôssemos os protagonistas do anime, culpa da transição do jogo para a televisão. Em seguida, somos apresentados ao protagonista, Narukami Yu, o único personagem de personalidade morna, porque ela irá se alterar a medida que novos laços forem feitos. Novamente, é preciso uma explicação do jogo.
Em Persona, os laços que se criam com outros personagens é que funcionam como upgrades, e quanto mais fortes forem esses laços, mais poder o seu Persona terá. Yu é tão profundo quanto uma tábua por ainda não ter laço algum. Por pouco tempo. Ele está se mudando para uma cidade mais interiorana, para morar com o tio, que é policial, e a sua prima, uma meiga garota que, por causa do trabalho do pai, tem que se virar sozinha. A verdade é que é fácil se apaixonar pela pirralha, desejando que o pai dela finalmente possa lhe dar atenção. Diacho, ela não é NADA mimada ou encrenqueira.

Mas a história finalmente começa a se desenrolar na escola. Yu acaba conhecendo seus futuros melhores amigos, Hanamura Yosuke, o histérico, e Satonaka Chie, a guerreira. De fato, eles são completamente ímpares, mas algo os atrai para Yu no começo e quando surgem os casos de assassinatos misteriosos, eles acabam se unindo para tentar desvendá-los. Antes, no entanto, entra a lenda da Mayonaka TV. Diz o causo (típica lenda urbana) que se você deixar sua tevê ligada à meia-noite enquanto cai a chuva, ela sintonizará em um canal esquisito, que transmite a pessoa com quem você quer ficar. A verdade é que esse canal existe, mas a função dele não é bem a da lenda, e graças a ele Yu, Yosuke e Chie descobrem quem serão os próximos assassinados. E mais, eles entram no mundo da tevê, uma terra estranha povoada pelo Teddie, um esquisito bicho de pelúcia gigante, e as Shadows, versões cruéis de cada pessoa. Lá, eles começam a desvendar o mistério dos assassinatos.

Persona é um animê de várias faces: é um suspense com toque policial, com a dúvida de quem estará lançando as pessoas dentro da Mayonaka TV. É também um slice of life com episódios dedicados a ver como Yu e os seus amigos criam e estreitam seus laços, dando força aos seus personas. Tem algo de comédia, com a aparente inocência de Amagi, melhor amiga de Chie, que é a mais paquerada, mas sempre dá uma bola fora, dispensando as pessoas sem perceber. E, claro, é um anime de ação com batalhas animalescas entre os personas e as shadows, em suas formas deturpadas. Mas o principal é que ele trabalha com laços, e a cada novo parceiro para o grupo, com um novo arcana, também vemos novas faces dos protagonistas. Principalmente do Yu, que aí sim vai ganhando profundidade. Atualmente, a fase de Tatsumi Kanji está divertidíssima.
A trilha sonora também é recompensadora, a enaltecer as músicas de abertura e encerramento, que são diferentes do habitual para animês do gênero e já estão na minha lista de favoritas no celular. A animação, porém, está um tanto inconstante, e algumas vezes sou obrigado a lamentar a falta de detalhes nos personagens ou como eles parecem que foram feitos às pressas. Tirando o Teddie, todos já passaram por um momento em que mal se vêem as linhas dos olhos, sobrancelhas e afins.

Se há algum ponto negativo real em Persona é sua complexidade. Para aqueles que assistem animês sem se dedicar a conhecer sua essência, entendê-los realmente, como aqueles milhares que ficaram boiando em Fate/Stay Night, então Persona 4 será um tremendo desperdício. Porém, mesmo aqueles que não jogaram o game podem ter bons momentos de prazer estudando um pouco da mitologia da série e vendo como os laços são tratados, algo que é repetido em todos os episódios. Sugiro que dêem uma olhada nas ótimas análises do Dollar Fansubs, e aproveitem para pegar os episódios em altíssima qualidade.

Quando Persona estiver em sua rota final ou já tiver acabado, a Bruna deverá voltar para fazer novos comentários, ou melhor, uma resenha mais objetiva. Até lá, recomendo fortemente este que deve ser, agora sem a fanboyzisse, um dos melhores animês da temporada.
Black
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dez 07, 2011 @ 00:09:29
Ok, eu sou obrigada a comentar XD
Persona 4 realmente é mt bom, e viciante, lembrando q foi por causa de ti q eu comecei a assistir XD e ahhhh, o teddie é tao bonitinho-kuma! HUSAUHASDHU *-*