Who? – Nº 6

WHO

Sim, amiguinhos, eu estava distante mentalmente de tudo isso. Se algum de vocês já tem idade suficiente para ter terminado a faculdade, devem saber como os últimos meses são corridos. Mas agora, depois que minha monografia já foi entregue, estou a poucos dias da colação de grau e o revisor irá conhecer o inferno que eu chamo de cidade natal, eu voltei!

E voltei para ficar! Não mais abandonarei vocês, meus queridos, nas mãos desses marmanjos do site.

Para recomeçarmos com estilo, trago minhas primeiras impressões sobre Nº 6, animê que foi anunciado aqui em alguma edição do Expresso e que não me chamou muito a atenção na época. Porém, quando essa nova temporada de animês começou e como estava a procura de coisas legais para acompanhar após o final de Gosick, assisti ao primeiro episódio.

Então…

Não foi lá grande coisa, devo confessar. Mas deixou aquele gostinho de quero mais, suficiente para me fazer acompanhar. E qual foi este “gostinho”? Os mistérios que envolvem a Nº 6.

 No. 6 (versão mangá)

Nº 6 é mais uma dessas cidades pós-apocalipticas futurísticas, onde vive apenas a nata da sociedade inelectual desse mundo. Os melhores, os mais capazes, apenas esses são escolhidos para viverem na Nº 6. Dentre estes temos Shion, um garoto que se sente incompreendido, vazio, traduzindo-se tudo isso num mimimi terrível e clichê. Junto com ele temos Safu, uma garota gênio, que é apaixonada por Shion, sendo que ele é o único panaca que não percebe.

Na noite em que um tufão passa por Nº 6, Shion acaba resgatando Nezumi em seu quarto, que estava fugindo de uma das instituições correcionais da Nº 6. Num primeiro momento os dois se estranham, mais especificamente Nezumi estranha Shion, chegando ao ponto de literalmente dar uma gravata no garoto. Depois das confusões iniciais resolvidas, os dois dormem de mãozinhas dadas, super fofo cute-cute. Por ter abrigado um fugitivo em sua casa, Shion e sua mãe são obrigados a ir para uma parte menos nobre de Nº 6, onde agora ele não tem mais vaga na escola/faculdade e precisa trabalhar para sobreviver.

Alguns anos depois… Shion acaba presenciando a morte de um colega e é colocado como principal suspeito. Então, eis que surge no horizonte Nezumi, que o salva da polícia e o leva para morar junto com ele, fora dos limites da cidade, num lugar abandonado pela Nº 6.

Sim, isso é bastante desanimador, vindo principalmente de um animê sci-fi, mas parece que está melhorando.

Nos últimos episódios a coisa começou a andar um pouco mais, outros personagens foram ligados a trama principal, que parece ser as estranhas mortes ocorridas na cidade (incluindo a do coleguinha lá) e a sua ligação com as abelhas. Tirando isso, resta também aquela curiosidade sobre os mistérios de Nº 6: quem a comanda? Porque eles escolhem os cidadãos que moram lá? Eu posso ter um daqueles braceletes-comunicadores com acesso a internet? Só mesmo isso para me segurar diante deste animê.

A história em si não é ruim, só não foi bem desenvolvida. O relacionamento entre os personagens é clichê demais, ficando naquela coisa morna e sem sal. Tenho vontade de adiantar as partes de diálogo entre Shion e Nezumi, sério. Os personagens são rasos, sem qualquer característica realmente marcante: Shion é o bonzinho tapado, Nezumi é o arrogantegenteboaquedizsermalmasnãopassadeumamulherzinha, Safu é a eterna apaixonada que mora longe e não é correspondida. Outra coisa que acabou me decepcionando neste animê é o modo como praticamente eles insistem em enfiar goela abaixo dos espectadores o relacionamento shonen-ai entre os protagonistas, algumas cenas chegam a ser ridículas.

 O casal principal

Considerando que é da Bones, o animê peca muito no quesito animação e trilha sonora, a abertura e o encerramento não são contagiantes, quase não há música ou trilha durantes os episódios, o foco das cenas é bem ruim e a qualidade da animação oscila muito.

Baseado na série de light novel escritas por Atsuko Asano, dirigido por Kenji Nagasaki e produzido pelos estúdios Bones, No. 6 é mais um animê para passar o tempo, do que o principal animê da temporada, onde o personagem que se sobressai é uma cidade.

Bruna

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