jun 29 2010
The Lucifer and the Biscuit Hammer
Aqui estou eu mais uma vez, com um mangá que subverte tudo o que você achou que sabia sobre o gênero da fantasia, um mangá que consegue combinar batalhas épicas com personagens únicos, um mangá que poucos leram, mas deveria ser mais conhecido. Estou falando de The Lucifer and the Biscuit Hammer!! Acompanhe-me nessa viagem!

A história de The Lucifer and the Biscuit Hammer é simples, o mago Animus quer destruir a Terra, para isso ele cria um imenso martelo que flutua no espaço, o Biscuit Hammer. Mas lutando contra ele existem 12 cavaleiros e uma princesa, e ele precisa matá-la se quiser usar o martelo. Para isso ele usa golems, cada um mais poderoso que o anterior.
Por outro lado a princesa possuí super-força, e cada um dos cavaleiros possuí o Controle de Domínio, que é uma espécie de telecinésia, mas cada um deles usa de um jeito diferente. Com usos muito criativos, pois mesmo com esse poder eles ainda são humanos normais, e um soco de um golem de pedra esmagaria todos os orgãos internos deles. Já começaram a perceber as subversões? Calma que ainda não chegamos no principal.

Tudo começa com o nosso personagem principal, Yuuhi. Ele acorda com um lagarto falante do lado dele, pois todos os cavaleiros possuem um companheiro animal para explicar as coisas para eles. Yuuhi não consegue se livrar dele, e quando o lagarto termina de explicar sobre porque Yuuhi tem que lutar contra os golems para salvar o mundo, ele simplesmente se recusa a isso, mesmo quando o lagarto diz que pode dar a ele um desejo se ele cooperar.
Ele mantém o lagarto (que ninguém mais pode ver, e do qual ele não poderia se livrar), mas se recusa a ajudar, aí um golem aparece e vai atrás dele e Yuuhi tenta fugir, mas o golem é mais rápido e um cavaleiro sozinho não teria chance contra um golem. Quando ele está prestes a ser morto, a princesa Samidare aparece e destrói o golem com um soco.
Ainda assim Yuuhi não quer se arriscar, mas Samidare mostra para ele o martelo (que só pode ser visto se você souber que está lá), e explica para ele que ela está lutando pois ela não quer que o mago destrua a Terra. Ela mesma quer fazer isso, com suas próprias mãos, Yuuhi então jura lealdade completa a ela.
É nesse ponto que você acha estranho, mas depois de descobrir mais sobre os personagens, você percebe que a recusa do Yuuhi em ajudar não era por covardia, e sim por ele mesmo odiar a Terra, devido a uma infância horrível. Samidare também tem suas razões para desejar isso.

Obviamente eles não podem falar para os outros cavaleiros a respeito disso, e Samidare dá a Yuuhi uma ordem especial, após a derrota do mago, ele deveria derrotar todos os outros cavaleiros, sem poupar nenhum. Mas isso não impede que eles se importem com os seus companheiros.
Na verdade, começando a ler do meio, uma pessoa não teria ideia da futura traição. Pois todos os temas de companheirismo e camaradagem normais para o gênero estão presentes, eles dão tudo de si para ajudar uns aos outros e sentem profundamente quando eles morrem, mesmo Yuuhi e Samidare que planejam traí-los quando tudo acabar.
E já que eu falei nisso, a morte dos personagens é muito bem utilizada, e cada uma delas foi extremamente importante para a trama, épica e acima de tudo, não pareceu inútil ou desnecessária. Um feito de que nem mesmo Tengen Toopa Gurren Lagann pode se gabar.

As batalhas são apropriadamente épicas, no começo Yuuhi apenas tenta fugir dos golems por tempo o bastante para a princesa resgatá-lo, mas consegue derrotar outro fazendo-o cair de um precipício, ele treina para melhorar suas habilidades com o Controle de Domínio (no começo ele mal consegue usá-la para se empurrar para fora do golpe do adversário e só isso já acaba com a energia dele).
No sétimo golem, a primeira vez que todos os cavaleiros estão reunidos (exceto Yuuhi e Samidare, que o mago tirou de lá), acontece uma batalha épica em que eles usam tudo o que tem para derrotar o golem, e todas as batalhas seguintes seguem a mesma lógica, os cavaleiros ficam incrívelmente mais fortes, mas os golems evoluem da mesma maneira.
Como eu falei antes, os cavaleiros encontram usos muito criativos para o Controle de Domínio, o que é necessário para enfrentar os sempre poderosos golems, seja aumentando a força dos golpes de espada, seja criando gelo, seja criando seus próprios golems (um deles é até usado como homem-bomba!). E a princesa fica forte o bastante para destruir montanhas com um soco e exércitos com um chute. Isso não é hipérbole, ela realmente faz isso. O que leva a:

Épico. É a única palavra que eu tenho que pode expressar esse mangá, as batalhas são incríveis, para vocês terem uma ideia… a batalha final começa com monstros gigantes e só vai ficando cada vez mais e mais épica. Ela é com certeza uma das melhores batalhas finais em muito tempo (Na sua cara, Bleach!!), e ainda está só começando.
E como eu já disse, os personagens são muito bem construídos. Em um determinado momento, aparecem muitos personagens de uma vez só. E os capítulos seguintes são dedicados a caracterizar cada um deles, e mesmo depois eles todos recebem sua devida atenção e não ficam fora de foco (Na sua cara de novo, Bleach!).
Para resumir, esse mangá vale muito o seu tempo, então leiam, pois ele merece mais fãs.

