Taikô Barulhento: Rurouni Kenshin

Nota do Editor: Como a coluna está vaga agora, vocês verão alguns autores passando por aqui.

Se tem uma coisa que ninguém nunca discutiu comigo é a qualidade da trilha sonora de Samurai X (porque Rurouni Kenshin nunca passou por aqui). Quando o Cartoon Network começou a exibir a série, chegamos a ver algumas tentativas de “aberturas nacionais” que logo foram substituídas por originais. Assim, fomos brindados com alguns clássicos, os quais vou lembrar a seguir.

Tactics, do grupo Yellow Monkey, foi minha primeira escolha por diversos fatores: A qualidade do som, que é um rock dançante e poderoso, por ser uma finalização inesquecível (a primeira, afinal de contas) e pela relevância. O grupo, que iniciou em 1989, findou em 2004, lançando nove cds e diversos singles, entre eles Jam/Tatics, que trouxe esta música. Infelizmente, é um pouco complicado conseguir um bom vídeo no YouTube da música, mas eu trouxe esta versão ao vivo que permite ver a energia da banda. E que guitarrista do caramba…

A primeira opening também fez muito sucesso, pela voz agoniante de Judy and Mary, algo que me lembra MUITO a quarta opening de Naruto, Kanashimi wo Yasashisa ni, do Little by Little. Se o vocal de J&M é agudo, também é poderoso e a música transmite uma leveza que reflete bem o estado em que encontramos Kenshin a princípio. Claro, o fato de ser uma música bonitinha também torna o opening bem mais suave do que a finalização, assim como o ritmo dos episódios, que começam lentos e se tornam alucinantes. Fiquem aí com Sobakasu.

T.M. Revolution é conhecido por outras anime song´s com a banda Abingdon Boys School, mas também pelo primeiro opening de Soul Eater, mas acho que a música que o tornou mais famoso por aqui foi Heart of Sword (Yokae Mae), o terceiro ending de Samurai X. A música, com um vocal extremamente forte, tinha uma pegada melosa, que fica presa na cabeça e foi bem aceita pelo público por fazer parte do arco de Satou e do começo da história de Shishio.

1/3 Junjou na Kanjou é talvez a mais conhecida das músicas de Rurouni Kenshin, e minha favorita. Com um instrumental maravilhoso e uma letra que fala de emoções pegajosamente, ela ficou na cabeça de muita gente na parte final do animê. O grupo Siam Shade, que tinha tanto o estilo Visual Kei como emulava o Glam Rock americano, criou um hit com um refrão grudento que ainda assim tinha uma qualidade inquestionável. Curiosamente, é também uma das músicas com o maior número de covers que eu já vi. E não é por menos. Por sorte, consegui o clipe original, então aproveitem aí.

Eu sou fã das músicas de Nana, então me identifiquei muito com Dame! da You Izumi, uma roqueira com um vozeirão. A música, um punk, foi muito bem ilustrado por cenas das garotas de Rurouni Kenshin, na sétima abertura, e trazia um descanso de endings com temática mais pesada. No entanto, a tempestade no horizonte, tinha algo a ver com o título, que poderia ser simplesmente traduzido como Cale a Boca, em reflexo ao temperamento estourado da tsundere Kaoru, que vivia brigando com Kenshin, mas ficava esperando por ele cada vez que partia pra uma batalha. Só consegui a própria ending, mas como as imagens são muito belas, vale a pena ver de novo (como estou globalizado hoje).

Admito, ADORO Larc-en-ciel e mesmo que a música não fosse boa, ela entraria nesta lista. Por sorte, Forth Avenue Cafe é boa demais, um rock melancólico (como a banda sabe fazer tão bem), e conferiu a Kenshin uma ending dotada de sentimentalismo, em uma época que o Battousai dentro dele começava a despertar. O vocal destruidor de Hyde, que o pessoal lembra de Ready Steady Go (Fullmetal Alchemist) causa aqui arrepios junto à guitarra de Hiro. Pena que a música ficou apenas 10 episódios no ar, devido a problemas com o baterista da banda. No entanto, aqui está, para ser ouvida uma vez mais.

Novamente uma voz fofa para uma abertura mais leve, ½ de Makoto Kawamoto, a segunda de Rurouni Kenshin, fez história, durando por 44 episódios (6 a mais do que a primeira). Apesar de ser muito boa, ela ficou um pouco aquém da primeira. Sua maior qualidade é o instrumental bem coordenado, que cria uma baladinha, muito legal para a letra extremamente doce, com a repetição constante de Aishiteru, o “Eu Amo Você” japonês. Entra na lista com méritos. Divirtam-se.

Rurouni Kenshin possuiu apenas três aberturas, e por isso mesmo o número de finalizações citadas foi maior, mas não é só isso. As endings que trouxe aqui são inesquecíveis e acredito eu muitos vocês voltaram uns dez anos no tempo ao ouvi-las. Espero que tenham se empolgado e até o próximo estrondo do Taikô Barulhento!

Black

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