Taikô Barulhento – FLOW

Chega uma época na vida de um cara que ele encontra outras prioridades… No caso do Chester, pra não ir parar no forno, foram as férias. Assim, eu, Black, vim aqui fazer uma visitinha ao tambor ensurdecedor e falar pra vocês de música. EI! Aonde vão? Eu gosto de música pra caramba viu? Lembram da coluna de Asian? Fui eu que sugeri e… Wait… Ele falou mal né? Bom, gosto musical se discute, mas eu não vou perder tempo com isso. Vou logo ligando o Winamp para falar de Flow.

Muitos devem lembrar de Flow por suas participações em Naruto, com as músicas Go! e Re:Member, enquanto outros vão fazer a ligação com a música Colors, abertura de Code Geass. Para ser justo, a banda é bem mais do que isso. Com uma formação simples, de uma guitarra (Takeshi Asakawa), um baixo (Kohtaro Goto), uma bateria (Iwasaki Hiroshi) e dois vocais (Kohshi Asakawa e Keigo Hayashi), as músicas de Flow seguem um padrão leve, popular, com alguns riffs mais elaborados de guitarra e um duo vocal que mistura hip hop, rock e um pouco de música tropical. O interessante da banda é que eles fazem experimentos musicais, tocando vários estilos dentro de um mesmo cd, e não fixando em uma fórmula pronta, como pode ser visto até mesmo nas três músicas citadas antes. Mais do que dizer, pode-se mostrar isso com a música Monster. (Acredito que não exista um clipe próprio, mas aproveitem a música)

O primeiro álbum da banda foi SPLASH!!! (2003), que trazia as primeiras tentativas da banda de achar um estilo próprio. Posso destacar dele apenas Go Places, que tem um pouco do ritmo que se tornaria frequente na banda, com uma batida mais swing e o vocal bem elaborado. Um ano depois vinha Game, álbum que traria Go!!!, a quarta abertura de Naruto e que colocou Flow no mercado. O álbum tinha já o jeito Flow de fazer músicas, mas poucas ali seriam memoráveis. O papel de criar um fandom para a banda veio com o álbum Golden Coast, que trouxe Monster, que eu citei antes e mais Days (versão álbum, já que tinha sido lançada em single), Dear, Party Crazy, entre outras. Pode-se dizer que GC foi o álbum mais experimental da banda até então, com músicas que lembravam funk, outras mais melosas e grudentas e Days, que tem o jeito certo de música chiclete para se repetir várias e várias vezes.

A partir daí Flow seria banda reconhecida, tocando em várias aberturas e finalizações de animê e ainda assim mantendo estilo próprio como conjunto musical. Devo citar que apesar de figurarem como músicas de animê, Re:member e Colors são facilmente confundíveis com músicas comuns da banda, o que denota que eles mantém coesão em seu trabalho. E se por um lado isso é positivo, também é um tanto negativo. Exatamente pela parte experimental, Flow produziu músicas demais com a mesma receita, alterando a ordem dos fatores, o que gerou muito material dispensável e facilmente esquecível. Aí fica complicado separar o joio do trigo, mas eu gostaria de recomendar essas quatro a seguir.

Flow é uma banda pra ser curtida sem culpa, ouvindo sozinho ou como som de fundo de festa, colocar no mp3 ou tocar no som do carro. É esperado que a banda continue crescendo e se tornando mais famosa, a ponto de talvez, quem sabe, se eu der MUITA sorte, um dia figurar em algum festival por aqui. Sonhar é permitido, já diriam as letras deles.