• Shounen •

Silver Spoon

Demorei alguns bons meses para poder escrever essa resenha. Minha explicação mais plausível é que eu estive de “ressaca” após o final de Full Metal Alchemist e achava difícil conciliar a trama “calma” do mangá de Hachiken com a já clássica história de Edward Elric. Só que agora me conciliei com meu lado fã-girl e posso falar dessa história divertida e que conquistou meu coração.

Silver Spoon não traz nenhuma história complicada, vilões ou a missão de salvar o mundo. A história trata da busca de um garoto sem um objetivo definido. Hachiken, um garoto que foi ensinado desde criança a se focar nos estudos, não consegue passar para a escola de sua preferência, então, decide se matricular na escola agricola de Yezo, achando que seria uma vida estudantil fácil e ele poderia se concentrar no vestibular mais a frente. Porém, e sempre tem um porém nessas histórias, a vida em Yezo não é nada mole e Hachiken terá que enfrentar mais do que testes e estudos, e ele irá fazer amizades e descobrir o seu objetivo na vida.

Conheçam o grafitti jovem popular de um colégio agrícola

Conheçam o grafitti jovem popular de um colégio agrícola


Continue a ler »

JoJo’s Bizarre Adventure: Stardust Crusaders

Yo, minna! Voltei para falar do último JoJo desse especial resenha tripla, JoJo’s Bizarre Adventure Stardust Crusaders! Diferente dos anteriores, aqui a história se desenvolve mais como uma batalha de monstro em monstro até o vilão final, um fantasma que atormenta a família Joestar há bastante tempo, então sim, dessa vez haverão spoilers sobre os JoJo’s anteriores, leiam por sua própria conta e risco.
Continue a ler »

JoJo’s Bizarre Adventure: Battle Tendency

Ontem falei de JoJo’s Bizarre Adventure Phantom Blood, o primeiro arco da longeva série sobre os JoJo’s, e hoje retorno pra falar de JoJo’s Bizarre Adventure Battle Tendency, um dos melhores de todos e com o protagonista mais divertido, Joseph Joestar! Vou acabar dando alguns spoilers, então estejam avisados… E continuem comigo, GO!
Continue a ler »

JoJo’s Bizarre Adventure: Phantom Blood

Existe um tipo especial de mangá, um nicho que é muito popular lá no Japão e aqui tem seu séquito de fãs obcecados, que é o do Macho Man, uma espécie de herói com cara de mau, mas com um enorme coração e que tem todos os atributos de um herói, mesmo quando faz besteira. É o tipo Kenshiro, de Hokuto no Ken, ou Gatts, de Berserk. Os JoJo’s de JoJo’s Bizarre Adventure (sim, porque tem bem mais que um!) são exatamente ESSE tipo de herói e é deles que vou falar nessa resenha TRIPLA! Então comecem hoje, voltem amanhã e teremos um desfecho na quarta-feira!
Continue a ler »

Owari no Seraph

É complicado começar a ler um mangá novo hoje em dia. Se ele já não tem um grande apelo nas primeiras edições, mesmo que seja da Shonen Jump ou qualquer outra grande revista, há uma boa chance de que ele seja cancelado ainda nos vinte primeiros capítulos. Passei por isso várias vezes, como citei em outra resenha recente, e tenho um pé atrás com coisas novas, não é algo que me renda facilmente. Mas hoje me dei ao trabalho de ler três capítulos de um mangá mensal (?) lançado no final do ano passado e… Bom, sigam-me pra conhecer Owari no Seraph!
Continue a ler »

Do Baú: Yu Yu Hakushô (mangá)

Bom, que o animê de Yu Yu Hakusho é bom isso não é novidade, nem seria uma recomendação decente se fosse só essa a dica, mas venho falar aqui é do mangá, que pode não parecer, mas é bem diferente. Faz 10 anos que começou a ser lançado no Brasil e talvez acabe recebendo o mesmo revival que Sakura e Rurouni Kenshin, dada a popularidade, mas como tem gente que ainda não conhece, é bom relembrar desde já.
Continue a ler »

Mahou Tsukai Kurohime

Eu tenho o costume de ler mangás online pela facilidade e de ser de graça, admito, e por mostrar mangás desconhecidos, curtos e muitas vezes de muita qualidade, e me pergunto como ninguém pensou em publica-lo por estas bandas tupiniquins.

484977

Em uma destas andanças, achei o mangá “Mahou Tsukai Kurohime”. O nome bizarro me fez pesquisar sobre ele e me fez procurá-lo por muito tempo, porém, um dia, o achei online, e mostrou-se o exemplo do amor épico.
Continue a ler »

Good Ending

Existem inúmeros gêneros e subgêneros usados em mangas e animes. Eu sou fã da sua grande maioria, mas sem sombra de dúvidas um dos meus estilos favoritos é o de comédia romântica. Também adoro os outros tipos, contudo esse gênero possui algum elemento que faz com que eu tenha um carinho especial. Mas existe um problema, sempre encontrei dificuldades em achar mangas/animes desse estilo que verdadeiramente me cativassem. Por isso, sempre que encontro uma obra que se destaque das demais me empolgo e felizmente encontrei um bom motivo para me empolgar.
Continue a ler »

Receita com Ecchi: Tudo pra dar certo

É raro encontrar um mangá de tema específico que possa figurar no TOP da Shonen Jump. Toriko é um dos poucos exemplos recentes, Bakuman é outro, mas Shokugeki no Soma é o mais novo candidato e une elementos dos dois. Com uma história simples, um caminho claro e também um protagonista muito divertido, é uma das minhas apostas recentes e espero conseguir explicar pra vocês o motivo disso.
Capa
Continue a ler »

Medaka Box

Anteriormente já tivemos um texto sobre Medaka Box, em uma época que o animê ainda estava sendo cogitado e o Sake com Sal estava desenvolvendo para outro caminho. Para mostrar a mudança, o Carlos voltou com tudo numa análise completamente nova sobre o mangá e o animê. Então… Divirtam-se!

Existia uma garota que se chamava Kurokami Medaka, ela tinha o sonho de se tornar a nova presidente do Conselho Estudantil da academia Hakoniwa. Junto de seu amigo de infância Hitoyoshi Zenkichi, Medaka é eleita com míseros 98% dos votos. A sua primeira medida como presidente é criar uma caixa de sugestões, onde todos os alunos da escola poderão deixar seus pedidos, os quais Medaka irá atender sem a menor discriminação, 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano. Acharam essa premissa estranha? Vocês não têm a menor ideia das surpresas que o universo de “Medaka Box” tem escondidas.

Medaka não é uma simples colegial, na verdade, não existe uma única característica nela que possa ser considerada comum. Ela é linda, inteligente, atlética, bondosa, rica, generosa e todas as qualidades que possam ser atribuídas a uma pessoa. Medaka é basicamente a definição de perfeição. E é essa extrema superioridade da personagem principal que faz que esse manga seja tão diferente. Fomos acostumados a sempre lidar com protagonistas masculinos, medrosos, incapazes de fazer qualquer coisa, sem amigos, sem a menor esperança de que um dia fossem conseguir dar certo em suas vidas. Contudo, magicamente eles conseguem o sucesso que tanto almejaram, viram hokages, chefes da máfia, grandes boxeadores dentre tantas outras coisas que costumam acontecer. “Medaka Box” destoa totalmente desses clichês, possui uma protagonista capaz de lidar com seus próprios problemas e ajudar outras pessoas, sem ser violentamente espancado para conseguir esse feito.

Um manga que foge dos clichês que normalmente acompanham as estórias da Jump realmente merece destaque. Entretanto, apenas não ser uma coleção de clichês não torna um manga interessante. É necessária uma boa trama, bons personagens, bons traços e um pouco de sorte. E isso não falta a “Medaka Box”, apesar de algumas forçadas de barra na trama, temos desenrolamentos inesperados e muito interessantes. Começando pela motivação de Medaka, ela tornou-se presidente para poder trazer felicidade a todas as pessoas do mundo, inclusive ela. A princípio você pode pensar que é um objetivo infantil, que um mangá cuja protagonista possua uma meta dessas nunca irá ser bom, não se precipite. O universo que Nisio Isin criou é bastante bem feito em apresentar aquilo que se propõe, você pode perceber a dor que Medaka passou até descobrir o que queria fazer da sua vida. Os objetivos dos personagens nunca são simplesmente jogados, em alguns capítulos, quando o autor tem a intenção de contar a história de algum personagem, ele o faz de uma forma tão simples e bem feita que não tem como você deixar de se importar, não importando se é um mocinho ou vilão.

Se você começar a ler agora “Medaka Box”, talvez se surpreenda com o rumo que a trama toma depois de alguns capítulos. A princípio é apenas uma comédia escolar que envolve personagens com habilidades bem especiais, mas com o tempo a estória dá uma guinada e se torna um battle shounen. Mas uma coisa que faz com que “Medaka Box” se sobressaia mesmo quando comparado a outros mangás, são as habilidades da maioria dos personagens, sempre muito bem pensadas, algumas confesso nunca ter visto em nenhum outro mangá. Contudo, se você realmente quiser acompanhar a trama, terá de largar o seu senso de ridículo, pois as coisas que alguns personagens podem fazer simplesmente… são inimagináveis. Escrever um battle shounen nos tempos atuais, sem envolver nenhuma espécie de poderes sobrenaturais, acaba dependendo de bastante boa vontade por parte dos leitores, portanto se você não gosta de estórias que fujam totalmente da realidade, eu não recomendo “Medaka Box”.

Diferente de maioria dos mangás “Medaka Box” não possui apenas um mangaká. Existe uma divisão, Nisio Isin cuida da estória e diálogos enquanto Akira Akatsuki se encarrega da arte, prática muito comum em histórias de quadrinhos. Caso não conheçam, Nisio Isin é o autor das Light Novels “Monogatari”, e caso também não conheçam as Light Novels, vocês conheçam os animês “Bakemonogatari” e “Nisemonogatari”. Ele possui uma capacidade impressionante para criar estórias, todos os personagens de “Medaka Box” são belissimamente escritos, são cativantes e ao mesmo tempo densos. Já nos desenhos, temos Akira que faz um trabalho simples, mas muito bem feito. Possui um traçado limpo que permite o leitor se situar perfeitamente no decorrer dos quadros, diferente de alguns mangakás que possuem um traçado sujo que dificulta em muito a compreensão da trama.

Além do mangá, “Medaka Box” também teve um anime lançado no início do ano. Ele teve apenas 12 episódios, cobrindo apenas a formação do conselho estudantil e seu pequeno desentendimento com os “fiscais”. Admito que não são os melhores arcos, os primeiros episódios dão uma impressão errada sobre a trama, mas caso vocês se interessarem não se preocupem, pois “Medaka Box” terá uma segunda temporada, que irá mostrar um arco bem mais dinâmico que a primeira. O mangá atualmente está no capítulo 158, e não se sabe se está se aproximando do final ou não. Cada arco traz as consequências dos últimos acontecimentos, mas mesmo assim funcionam perfeitamente de forma separada, o que torna a leitura bem prazerosa e agradável.

Esse é um mangá extremamente recomendado, é engraçado, possui lutas magníficas, personagens carismáticos e ainda possui um ar cult por quebrar a quarta parede. Usamos essa expressão para nos referirmos à quebra da distinção entre ficção e realidade, quando os acontecimentos de um filme se cruzam com acontecimentos verdadeiros, quando um personagem fala diretamente com o telespectador, como se ele pudesse vê-lo, como se estivessem dialogando diretamente. Isso é quebrar a quarta parede, e “Medaka Box” faz isso de uma forma genial, fazendo referências em cima de referências a respeito de personagens de mangá, simplesmente genial. Portanto se você estiver procurando por uma nova leituraa com uma quantidade razoável de capítulos, você pode parar de procurar. Humor, lutas, flashbacks sensacionais, habilidades incríveis, bons diálogos, bons traços e um pouco de fan service (nota do editor: POUCO?!? Zoou, hein?!?). “Medaka Box” é a opção certa.

Medaka Box
Estilo:
Shounen (comédia escolar, ação)
Artista: Akira Akatsuki
Roteirista: Nisio Isin
Qualidades: Belíssimos diálogos, habilidades criativas, personagens muito carismáticos.
Defeitos: Alguns capítulos extremamente cansativos, excesso de situações surreais (mesmo para um shounen).
Nota: 9,0(manga) Apesar dos defeitos citados, possui uma trama simplesmente fantástica.
7,5 (anime) A adaptação ajuda a divulgar o anime, mas não é nada demais.