Soul Eater

Caros leitores antes de mais nada, gostaria de me apresentar a vocês, meu nome é Fernando, porém podem me chamar de Ray. Sou novo aqui, mas pretendo me tornar familiar para muitos dos leitores do ScS. Como mais novo membro, eu irei compartilhar com vocês análises, críticas e informações sobre animês, mangás, cosplay e o que mais for surgindo.

Bom, o primeiro serviço delegado a mim foi o de escrever uma crítica sobre animê. Pensei, cogitei, analisei e cheguei a uma conclusão: “Vou falar sobre o Soul Eater”. Aí vocês me perguntam: “Nossa porque Soul Eater?”. Eu respondo, primeiro porque ele está ficando bem conhecido com o passar do tempo, segundo por ser um ótimo animê/mangá escrito por Okubo e terceiro porque foi o último animê a ser assistido por mim! Vamos começar então?

 Mais um animê com adolescentes super poderosos

Soul Eater é uma obra de Atsushi Okubo, autor que vem ganhando seu espaço no mundo otaku. Seu primeiro trabalho foi como assistente do desenhista Rando Ayamine na série Get Backers, depois já voando solo, Okubo escreveu e ilustrou o mangá B.ichi publicado pela Square Enix no Japão possuindo no total 4 volumes. Agora falando especificamente da obra Soul Eater, que veio logo depois do término do B.Ichi, em 2003 para ser mais exato, podemos dizer que esse foi o mangá que abriu as portas para Okubo, trazendo-lhe a fama que ele tem hoje.

Possuindo atualmente 16 volumes publicados pela Gangan Comics, Soul Eater adquiriu vários fãs na terra do Sol nascente, e devido a isso em 2008 o estúdio Bones resolveu transformar o mangá em animê. Pois bem leitores, agora vamos ao essencial desse artigo, vamos analisar o Soul Eater, vamos tentar entender o que existe por trás desse animê que trouxe alegrias a vários fãs ou inúmeras tristezas a outros.

Vamos a história primeiro, em um mundo diferente do nosso (ahh vá…) existe uma escola chamada Shibusen, que treina jovens artesãos a desenvolver habilidades com suas armas. As armas usadas nessa escola também são pessoas como eu e você, caro leitor, porém elas possuem uma característica especial de se transformar em algum tipo de arma, como uma foice ou um revólver quando preciso. O intuito dos alunos da Shibusen é eliminar seres que possuem suas almas corrompidas por terem desviado, em dado momento de sua vida, de um caminho considerado “bom”, se tornando pessoas “malvadas”. As almas corrompidas possuem o nome de “Ovos de Kinshin” no animê.

Existem também as bruxas, que há tempos travam uma luta ferrenha com a escola e seus freqüentadores.

Outro objetivo dos alunos da Shibusen é fazer com que uma arma em questão absorva 99 almas corrompidas e uma alma de bruxa. Pois quando isso ocorre essa arma se transforma em uma “arma da morte”, ficando ainda mais poderosa. Quando isso ocorre, a arma/pessoa é considerada apta para que Shiningami-sama, o mais forte membro da Shibusen, utilize-a.

Não entenderam? Deixe me dar um exemplo então: Vamos supor que Black, editor chefe do site, corrompeu sua alma, começando assim a fazer atrocidades pelo mundo, contudo, de repente, todavia o Entravix que é o revisor do site é, nas horas vagas, uma arma e pode se transformar em uma espada. Nesse momento, leitores perspicazes como vocês devem pensar: “EPA, PERAI! Uma espada sozinha não pode fazer nada não é?”. MAASS, por ironia do destino, Entravix conheceu Bruna que além de redatora do ScS é também uma artesã, logo vendo “O MAL” que Black estava fazendo, a dupla se une e mata ele; Entravix absorve sua alma e salvam o mundo mais uma vez! UHUL! Entenderam agora? Continuemos então…

Os protagonistas do animê são sete, que são apresentados nos três primeiros episódios. A primeira é a artesã Maka, personagem principal da história, junto ao seu parceiro Soul Eater que pode se transformar em uma foice. Depois nos é apresentado Black Star (artesão) e Tsubaki, que possui uma característica única no animê de se transformar em várias armas, como uma espada ou corrente dependendo da situação. Por ultimo aparece Death the Kid, filho do diretor da escola Shinigami-sama, e as irmãs Thompson, Liz e Patty, parceiras de Death the Kid, que quando precisam se transformam em revólveres.

A essência do animê é essa, protagonistas lutando contras pessoas com almas corrompidas, bruxas e organizações, além de paralelamente a isso buscarem transformar suas armas em “arma da morte”.

Mas por que assistir? Bom, o titio Ray aqui irá trazer agora a vocês os prós e os contras que existem nesse animê.

Como ponto de partida, posso afirmar que os personagens desse animê possuem uma personalidade muito bem construída, fazendo com que até personagens secundários como Kilik tenha seu charme.

Esses personagens são tão bem feitos que alguns merecem ser citados aqui, como Black Star e Doutor Stein. Onde o primeiro me chama a atenção pelo seu egocentrismo, narcisismo, persistência, dedicação e resiliência enorme, onde nada, nem ninguém, pode ofuscar seu sonho de superar “Deus”. A obstinação de Black Star faz com que ele cometa erros absurdos, porém, ao mesmo tempo, faz com que ele realize proezas louváveis que se destacam no animê. Já Stein, outro ótimo personagem da série, mostra uma personalidade atormentada, que busca durante toda a série evitar que a loucura o domine, trazendo junto com ela todos os conteúdos sádicos e agressivos que existem dentro dele. Esse conflito entre a razão e a “loucura” de Stein é muito interessante, dando muito destaque a esse personagem. Posso dizer que ele foi um dos maiores culpados para eu assistir o animê até o fim.

 Black Star

O enredo também vale destaque, mesmo que não seja tão bom como o do mangá, é muito bem dirigido, possuindo um ótimo clímax, tendo vários episódios que quando acabam te obrigam a assistir o próximo, sem querer ao menos ir no banheiro.

As lutas são um dos carros-chefe do animê, tendo uma dinâmica realmente interessante, com cenas muito boas, com músicas que fazem você entrar no clima, além de ótimos desfechos que não se limitam só a soltar golpes poderosos sem sentido como vemos em inúmeros animês.

O cenário é muito bem desenhado por Okubo, com elementos góticos cheios de “humor”, no maior estilo Tim Burton. Okubo afirmou inclusive em uma entrevista, que usou da criatividade de Tim Burton como inspiração para desenhar o mundo de Soul Eater.

Por último, porém não menos importante, é trazer para vocês às diferenças entre o mangá e o animê que eu particularmente não gostei, pois algumas delas foram realmente lamentáveis, como a seqüência que eles deram a partir do BREW e o desfecho da luta entre Maka e Asura (aff….), porém mesmo com essas mudanças que irritam a muitos amantes de animê, eu ainda afirmo que Soul Eater é uma boa obra adaptada para TV, que merece o devido respeito.

É isso ai galera, espero que vocês tenham gostado do meu primeiro trabalho, e desde já me sinto honrado de ter o privilégio de poder compartilhar a minha opinião com a de vocês. Falou, e se os shinigames permitirem, vejo vocês na próxima.