out 18 2011
La Ventura: Soul Eater Not!

Nota do Editor: Roubei a coluna da Bruna por hoje, aproveitem aí!
Lembro quando comecei a ler Soul Eater. Na época mal conhecia outros trabalhos mensais, de número altíssimo de páginas (para quem lia 19 páginas, 52 era um luxo), trabalho mais cuidadoso e um estilo mais suave, com bom tempo pra executar personagens. Claro, isso foi no princípio, antes do mangá ficar famoso e passar por algumas mudanças drásticas que, se não mataram a linha narrativa, ao menos tiraram o gostinho de ver as Death Scythes tentando conseguir 99 almas corrompidas e 1 de bruxa. Até Soul Eater NOT!, o spin-off da série.
Acompanhando pelo lado de uma estudante mais nova da Shibusen, Tsugumi Halberd (Alabarda, ou seja, uma arma), e vemos como alguns fatos se desenvolveram. Aqui, Maka não está há tanto tempo assim com Soul, eles não sabem quem é o Kid ou mesmo o Black Star, e… Bom, o Sid está vivo. Ou seja, conseguimos ver, por outros olhos, como certas alianças se formaram. Ainda que não interfira em Soul Eater, dá novos ares a personagens já gastos, como a bruxa Kim, aqui uma delinquente sem arma.
Tsugumi, no entanto, não é uma protagonista completa. Ela é uma arma sem parceiro que acaba convivendo com duas parceiras de quarto, as meisters Anya, uma “princesa” com temperamento tsundere, e Meme, uma versão humana (e peituda) da Dori, de Procurando Nemo. O trio é divertido e consegue fazer do cotidiano escolar da Shibusen (já que elas ainda não podem sair em missões) em aventuras.

Soul Eater Not! não tem surpresas, já que é um spin-off do mesmo autor, mas tem aquilo que Soul Eater tinha de melhor no início, como o humor mais simples, as batalhas bonitas porém menos apelonas, e os personagens de personalidade bem definida. De fato, em tempos que Soul Eater entra numa espiral de dualidade e desconfiança baseada no fator “loucura”, Soul Eater Not! resgata algumas boas situações nunca visíveis antes. Ver como Halberd, Meme e Anya influenciam a união de uma arma e sua parceira é fantástico, assim como dois alunos da Shibusen que aparecem ainda meio caxias em Not! e agora em versão punk no normal.

O traço é exatamente o mesmo do original, mas eu reparei que para algumas coisas o autor parece ter um apreço menor. Como não temos o excesso de rabiscos causados pelos ataques de “loucura”, há também menos detalhes na maior parte do tempo e até que uma boa quantidade de fundos brancos (aqueles quadros em que só há o personagem e nada mais). Considerando que é um spin-off, dá pra se relevar. O ponto forte mesmo são os diálogos, principalmente aqueles que envolvem os defeitos das três garotas. Tsugumi é insegura, Meme é meio burrinha e Anya é incapaz de expressar seus sentimentos sem parecer kawaii e por isso mesmo é muito braba.

Soul Eater Not!, por enquanto, possui poucos capítulos e parece não desenvolver mais do que isso. Uma espécie de conspiração foi desencadeada e talvez tenhamos um vilão diferente do normal, com alguma ou nenhuma ligação com as bruxas. Pra resumir: Não temos certeza de nada, o chão ainda é muito frágil pra se firmar.
Ah, uma coisa que é tanto engraçada quanto suspeita: Halberd conhece Maka logo nas primeiras páginas e se emociona por ela lhe ajudar a chegar ao final da longuíssima escadaria da Shibusen. De fato, ela se empolga tanto com a senpai que passa a se inspirar nela para tudo, incluindo a forma de amarrar o cabelo. Essa devoção pode render uma das melhores viradas do mangá quando ela conhecer de fato a Maka.

Black
O editor-chefe da bagaça aqui. Responsável por tudo que for publicado. É... Legal, hein?

nov 05, 2011 @ 00:42:07
Eu já tinha visto esse mangá para baixar, o problema é que eu estava meio inseguro para dar uma olhada, depois dessa matéria eu vou dar uma chance ao mangá, ainda mas eu que sou um fã da série.
A matéria ficou ótima, valeu!