Shounens sob a ótica feminina: Full Metal Alchemist

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Este artigo faz parte de uma série, que você pode ver clicando AQUI.

Como shounen final para falarmos sobre, escolhemos um muito especial, um que nós duas falaremos juntas. Caro leitor, pegue seu sake, seu sal, acomode-se bem que nós vamos começar com o último Shounen sob a ótica feminina: Full Metal Alchemist!

Bruna - FMA é um dos melhores animes da atualidade, pelo menos na minha opinião. Assisti, assisto e leio o mangá. Então dele pelo menos eu conheço um pouco mais do que outros sobre os quais falei.

Rapousa - Para quem não sabe, a frase escrita ali ao lado do meu avatar (“Touka Koukan”) é tirada de FMA. Não precisa ser um gênio para perceber que no mínimo eu curto a série, não? Prepare-se, eu e Bruna vamos dissecar esse shounen com nossa visão feminina!

Antes de tudo, melhor apresentarmos os personagens. Inclusive, Fullmetal é uma anime bem servido nesse quesito, a começar pelos protagonistas, Edward e Alphonse Elric.

Oi, esse é o Ed, e o Al. Eles são muito legais e simpáticos. Apenas não mencione o fato do Ed ter baixa estatura.

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 DO QUE VOCÊ ME CHAMOU? QUEM AQUI É NANIQUINHO ÍNFIMO MENOR DO QUE A SUJEIRA DEBAIXO DO SEU DEDÃO DO PÉ?

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Erm … Viu? Não faça isso. É para o seu próprio bem.

Bruna - Particularmente, gosto mais do Ed, com seus pitis engraçados e sua força de vontade, que permite a ele lutar por aquilo que quer alcançar. O Al também é legal, como uma criança ele tem uma inocência que o torna capaz de ver o bem, onde este parece inexistir.

Rapousa - Ah, pra mim os dois irmãos são as coisas mais lindas e fofas e apertáveis do mundo. Quer dizer, separadamente eu gosto mais do Ed, porque né, ele é engraçado, xiliquento e, como disse a Bruna, ainda assim têm uma força de vontade admirável. Mas o que eu gosto nos dois é a relação que eles têm de devoção um para o outro. Meu coração fraco e sentimental fica pequenininho quando vejo esses irmãos assumindo toda a culpa pelo que fizeram, tentando afastar o outro da culpa e trazendo-a só para si. E a forma como eles estão prontos para se sacrificarem pelo outro… Ah, é lindo demais!

Bruna - Mas meu personagem preferido é sem dúvida Hawkeye Riza. A primeira tenente é uma mulher como poucas. Capaz de amar não somente a pessoa do Coronel Roy Mustang, mas também o seu sonho, ela não mede esforços para protege-lo e ajudá-lo a alcançar seus objetivos, porém sem permitir que Roy ultrapasse a linha tênue entre o bem e o mal, sempre controlando seus exageros, principalmente com as mulheres. Risa é uma contraparte feminina de Roy. Em um comparativo, eles têm vários sentimentos em comum, e ambos passaram por situações que outras pessoas não vivenciaram. No entanto, ambos, com suas decepções em relação ao espírito humano, compartilhando dores e amores. Mesmo que não queiram admitir esse amor quente e intenso.
Também gosto da Winry, a única personagem que Ed não bate e não apanha depois…
Ela simplesmente tem ótimas tiradas cômicas com o Ed, mas quando tem que adentrar em uma parte mais dramática, faz isso com uma delicadeza e sensibilidade juvenis. Fora que sua habilidade com um automais torna uma maníaca por MAQUINAS. E cá entre nós, gostaria muito de ver no final o Ed e a Winry juntos. XD

 Família feliz… NOT.

Rapousa - Posso confessar? Já pensei muuuito seriamente em fazer cosplay da Winry, mas nunca tive coragem de pintar o cabelo. E não, não serve uma peruca.
Anyway, além de fã do Ed, um outro personagem pelo qual nutro um carinho especial é o Maes Hughes. Ele é dupla comédia, o pai/marido mais fofo e carinhoso do mundo. As ligações dele para o Roy cara… Eram demais! Só que quando é necessário, meo béin, sai de perto que ele se transforma num modafoca chutador de bundas. E eu chorei muito quando… Uhn… quando Hughes teve seu desfecho. Achei super injusto e fiquei revoltada ao ponto de parar de ver o anime por um tempo. Me identifico muito com a conduta moral dele. Além da relação com o Roy ser super!

 Mas… Você já viu uma foto da minha Elicia? ELA NÃO É A COISA MAIS LINDA DESSE MUNDO!

Bruna - E já que não tocamos nome dele… Vou falar sobre o homem ideal em minha humilde opinião: Roy Mustang! Aparentemente mulherengo, preguiçoso e com um sonho utópico, Mustang é o típico anti-herói dos animes. Apesar de parecer um cara displicente aos outros, em relação às suas OBRIGAÇÕES, Roy segue aquilo que acredita ser o melhor caminho. Atrás de todos os atos indecorosos se esconde alguém que somente quer o bem de seu país, nem que para isso precise se sacrificar, se transformar em “herói em tempos de guerra” em “assassino em tempos de paz”. Resumindo, Roy é um homem de ideais, que luta pelo bem do povo, um herói perfeito, apesar de seus desvios de caráter…

Rapousa - Numa coisa eu tenho que concordar com a Bruna, o Roy lutando é um must… Gente, ninguém estala os dedos como ele! Roy Mustang, trazendo o sexy de volta ao estalar de dedos desde 2001.

 Ui! Não estala assim que eu me derreto, gato!

Bruna - Agora, sobre a história como um todo, quando comecei a ler o mangá, pensei que o autor era um homem, por que o estilo é muito masculinizado que se refere às lutas e ao tema geral. Em contrapartida, Hiromu não mostra seus personagens como marombados acéfalos, pelo contrário, eles têm nuances sentimentais bem delineadas, encaixando-se perfeitamente nas situações vividas.

Rapousa - Também fiquei bege quando descobri que Hiromu Arakawa era uma mulher. Mas se tem uma coisa que começou a fazer sentido depois da descoberta de sua real sexualidade, foi a maestria que a obra lida com drama e humor ao mesmo tempo, sem deixar um atrapalhar o outro, ambos em harmonia. Porque né, sejamos sinceros, só uma mulher poderia ser tão foda assim num drama.

Bruna - Outra coisa que me impressiona é o modo como ela escreve, todos os personagens parecem ser tão humanos, mesmo em um mundo de fantasia, eles têm algo muito parecido conosco. Como situações pelas quais passam, são diferentes das nossas, com certeza, mas mesmo assim, elas têm algo de tão verdadeiro, de tão real, que me surpreende às vezes.

Rapousa - Sim! A verossimilhança é o mais incrível! Eu me identifiquei com o Hughes, porque eu entendo o prazer que ele tem de ajudar a levar o Roy ao poder. E eu me identifico com a necessidade que ele parece ter de aliviar o ambiente soltando alguma tirada (ou mostrando uma foto de sua filha). Acho que cada pessoa se identifica, se não por um todo, pelo menos um pouquinho com alguma coisa de algum personagem desse anime.

Bruna - E os sentimentos que geram algumas cenas, são reflexos do que sentimos em nosso dia a dia, em nossas situações rotineiras. A história de FMA é até educativa, pode ajudar a construir nosso caráter. Mesmo que você prefira os vilões, aqui eles também têm um lado bom e um ruim. Como cada ser humano, eles escolheram apenas uma forma errada para alcançar seus objetivos.

Rapousa - Agora já que falamos da relação que eu tanto amo de abnegação entre Ed e Al e sobre o quanto apreciamos a forma como a autora lida com o drama, não podemos deixar de comentar a trilha sonora do anime! Até hoje sinto os olhos marejados ao lembrar de uma música em específico: Brothers, Bratja no original (já foi até toque do meu celular, e um insolente ousou dizer que era canto gregoriano). Para quem não sabe, Bratja é cantada em russo e tem a letra mais tudoaver com o anime que já tive notícias.

Tradução da letra por aqui. Leia e Ouça ao mesmo tempo.

Agora, diz pra mim se o Ed e o Al não são as coisas mais fofinhas e apertáveis do mundo? Gente, eu quero adotar esses meninos! A história deles sozinha já é linda, mas a forma como eles lidam com tudo, ah, é de partir o coração e de suspirar emocionada (sim, sou uma manteiga derretida, me deixem ò.o).

Bruna - Já que estamos falando de música, vou aqui indicar a música de encerramento do filme que é simplesmente linda e reflete muito bem toda a situação, tanto do mangá quanto do anime. E realmente, não há nada mais fofo do que o relacionamento fraterno do Ed e do Al. Mas…

 Você já viu como um Elicia está grande? Tão linda, tão bela…!