Sashimi Curioso – Ryokan

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Fazia tempo que o Sashimi não aparecia por aqui. Mas agora, na base dos contatos, eu cheguei a uma entrevista um pouco melhor do que o nível normal disso aqui. Depois da ótima conversa com a Sony e de rir com o Nighty, foi a vez de curtir o som da Ryokan. Falei um bocado com a banda e acho que fiz o maior texto do Sake com Sal, apenas pra ver a simpatia dos gêmeos que fazem parte do grupo desde a raiz e de confirmar que nem todo guitarrista fala pouco. Pelo contrário, o Vinny dominou a maior parte do papo, deixando pro Tiago e pro Felipe tempo suficiente para eles demonstrarem a confiança desse pessoal. Confiram aí e aproveitem para ouvi-los em algum evento.

Otakontro

Black: Primeiro, gostaria de agradecer a presença de vocês, Tiago, Vinny e Felipe, e dizer que é uma honra vocês serem a primeira banda que o Sake com Sal entrevista.

Tiago: Nada, nós que agradecemos pela oportunidade Black. Ainda mais sendo a primeira banda, para nós é uma honra também.

Black: Ótimo… Bom, começar chutando bundas. Descrevam a Ryokan. O que é a banda, qual a idéia dela?

Tiago: A Ryokan é uma banda de J-Music. J-Rock, para ser mais especifico. Ela tem como intuito divulgar o rock japonês aqui no ocidente, tendo em vista a crescente da cultura japonesa nos últimos tempos, cada vez mais ligada à cultura pop de maneira geral.

Vinny: Nossos objetivos são mesclar 3 coisas: Mostrar ao público o que há além das músicas de animês famosas (de qualidade), agitar com as músicas famosas de qualidade e por fim, mostrar nossas composições que estão por vir.

Black: Opa… Isso é muito bom. Significa que o objetivo de vocês é bem claro. Se puderem dar um breve histórico de como foi a trajetória até as atuais formação e apresentações…

Tiago: Bah… Isso vai longe hein…
(risos)
Tiago: Começando pelo básico, a Ryokan é uma banda derivada da antiga banda Hokuten, tambem de J-Music. Como Hokuten, tocávamos mais animesongs. Quando a formação mudou, com a entrada do Zeva, a proposta também mudou. Para simbolizar isso, decidimos também mudar o nome.

Vinny: A nossa nova proposta era (e continua sendo) aumentar o foco nas músicas de J-Rock boas e excluir músicas que são famosas por estar em um animê e não por serem boas de fato. Depois tivemos algumas mudanças na formação devido ao fato de membros se mudarem para longe (Kedma), ou ainda, por dificuldade de conciliar atividades (Roger e Daniel). Aí tivemos a entrada do Ched no teclado, no lugar da Kedma, o Lucas DP no baixo no lugar do Roger e por fim, a Lilah no lugar do Daniel no vocal. passado um ano com essa formação, tivemos a saída do lucas DP e a entrada do André no baixo mais um ano se passou e a Lilah saiu e tivemos a volta do Daniel no vocal. E aqui estamos.

Tiago: Isso aí.

Vinny: Acho que é isso.
(mais risos)
Vinny: Se passou 2 anos.

AnimeSportsPrimórdios da banda, uma das primeiras formações

Black: Altos e baixos, idas e vindas e a volta dos que não foram. Isso tudo dá quanto tempo de banda desde a virada em Ryokan?

Tiago: Em cerca de 3 anos e meio. Fazemos 4 anos de banda em setembro.

Black (Puxa-Saco ON): Espero um grandiosíssimo show de comemoração.

Vinny: 5 anos se contar o período como Hokuten, isso é válido para mim, pro Tiago e pro Sapo.

Tiago: É, se formos contar como Hokuten, daria 5 anos mas como Ryokan, atualmente 3 anos e 7 meses.

Black: Exatamente os três que estão aqui. Então, como se sentem em meia década de “estrada”?

Tiago: Com certeza muito mais experientes. Cientes da nossa responsabilidade como músicos e como banda.

Vinny: Caramba, meia década… Nunca tinha pensado por esse lado.

Tiago: E com o nosso público também.

Vinny: Em 5 anos aprendemos muitas coisas mesmo… Foi a primeira banda da maioria que está nela hoje. Foi muito mais do que uma escola pra mim. A Ryokan é meu berço musical. Hahaha, bem mais experientes, e com total consciência dos nossos limites.

Tiago: É… Acho que mensurar o que aprendemos nesses anos todos, daria um livro. Sem contar parte de sonorização, de público, de vestuário, de viagens, de repertório. É muita coisa.

Vinny: Assim como sabemos o que precisamos fazer para superar nossos limites. Todos nós estudamos para continuarmos a evoluir. E assim vemos a nossa trajetória, uma evolução constante.

Tiago: E acredito que ela tem sido assim. Cada ano traçamos objetivos com a banda, e sempre conseguimos cumprir.

Vinny: Aprendemos a administrar uma banda, a ter uma convivência saudável e organizada.

AniVentureComeçando a chegar ao estilo atual

Black: O que levou cada um de vocês a entrar nesse meio e participar da Ryokan?

Felipe: O que me levou a entrar nesse meio, é claro, foram os animês, sentia a necessidade de conhecer pessoas com o mesmo gosto que eu, então passei a frequentar os eventos e etc. Já participar da Ryokan, eu me tornei baterista por causa dela. Vi um show da uma banda (banda Maze) no evento AnimaWeekend em 2006, acho, e decidi que queria formar uma banda do gênero também.

Vinny: No meu caso foi um convite que partiu do Tiago e do Sapo. Nos conhecíamos de vista pois estudávamos no mesmo colégio. Eles me convidaram por indicação de um amigo em comum nosso o Henrique (Latino). Entrei pois tinha show marcado e eu queria muito ter uma banda. Não conhecia o estilo musical e apenas uma música do repertório (Pegasus Fantasy).

Tiago: O meu caso é o mesmo do meu irmão.
(mais risos, caramba, como esse pessoal ri)
Black: Certo. E os outros, alguma noção?

Tiago: O Zeva entrou por indicação do Vinny. Já conhecíamos ele dos eventos, então quando precisávamos de um guitarra… Chamamos ele. O André, quando o DP saiu do baixo, procuramos outro baixista. Tínhamos um amigo em comum, o Rafa (batera da Shiro), e ele disse que o André tocava baixo. Marcamos um teste, e foi.

Vinny: O Ched entrou por indicação do nosso ex-baixista (Roger).

Tiago: O Ched também foi por amigos em comum. Precisávamos de um tecladista pro show do Aniventure, e nosso ex-baixista conhecia ele e nos passou o contato. Depois do Aniventure ele resolveu ficar na banda. Já o Daniel, ele foi um dos fundadores da Hokuten, juntamente comigo e com o meu irmão. Acho que isso já explica muita coisa.

Black: Com certeza. A proposta de vocês é ir mais além do que os covers, certo? Como é isso, podem explicar?

Vinny: Só mais uma coisa. Foi o Daniel quem nos deu o horizonte inicial de Ryokan. Ele era o maior conhecedor de J-Rock naquela época.

Black: O que é interessante, considerando que ele voltou exatamente para essa nova fase.

Vinny: Exatamente! Bem, como a Ryokan atingiu diversas metas, tava chegando em um limite de objetivos, afinal, muita coisa havíamos conquistado. Abrimos show de banda japonesa (GPKism), tocamos nos principais eventos de cultura japonesa do Brasil (Aniventure e Wasabi Show em SC, Animextreme e AnimeRS no RS, Aniparaná no PR e Anime Friends em SP). Então, principalmente eu e o Zeva, queríamos ir mais longe. Compor nossa própria música. O Ched também sempre quis compor. Então resolvemos investir nisso.

Tiago: Pois é. Com todos esses objetivos conquistados o que faltava agora era investir em um som próprio. Acho que a banda já possui uma identidade própria… E chegou o momento de colocarmos isso em uma composição própria.

Black: Quais as dificuldades que vocês encontraram até agora e o que acham que vão encontrar pela frente?

Tiago: Acho que a maior dificuldade é a própria falta de amparo a musica. E isso não se restringe apenas ao nosso meio, e sim é algo que afeta o Brasil todo. O apoio a musica praticamente inexiste.

Vinny: Podemos organizar por tópicos essa parte. Dificuldades: Financeiras, administrativas, técnicas, logística, de objetivos em comum, contato com os fãs, postura de palco, visual.

Black: Orra, coisa bagaraio hein?

Felipe: Isso que tu não viu as roubadas que a gente já se meteu…

Otakontro

Vinny: Financeira pois não temos nenhum tipo de apoio. Sempre lutamos para nos valorizar cobrando cachê enquanto outras bandas tocam de graça ou ainda, pagam pra tocar.

Black: Nesse caso é a complicação da profissionalização.

Vinny: Administrativa pois demoramos pra termos um meio de comunicação eficiente, um caixa de banda, compra e venda de adereços da banda. Técnica por falta de suporte de hold e técnico de som, falta de equipamentos adequados em diversos shows, nossas limitações técnicas propriamente dito. Logística, pois somos em 7 na banda, tivemos que aprender a nos locomover com eficiência e pouco gasto. Aprendermos a dirigir em todos os estados da região sul do país. De objetivos em comum, pois, repito, somos em 7 na banda, há muita divergência sobre todos os aspectos, aprendemos a nos entender nesse período. Contato com os fãs tem sido algo que precisamos melhorar a cada dia que passa, eles que nos movem. Aprendemos a interagir com quem gosta do nosso trabalho. Postura de palco também. Desenvoltura técnica com comunicação com o público vejo muito pouco nesse meio. Acredito ser um dos nossos diferenciais.

Tiago: Junto com o visual.

Vinny: Visual. Demoramos pra aprender esse, mas aprendemos bem. Somos som e imagem. Isso é fundamental em qualquer banda.

Black: E é algo que precisa estar sempre desenvolvendo. Tanto quanto a técnica.

Vinny: Daqui pra frente nossa dificuldade vai ser: Conciliar shows, repertório novo sempre que possível e principalmente, fazer um som que o nosso público se identifique. E claro, financeiro também. Sempre.
(risos, só pra variar)
Tiago: Acho que o principal desafio que está por vir… É a aceitação da música própria. Estamos evoluindo nesse conceito, partindo para essa ideia aos poucos. E queremos que o público identifique a Ryokan.

Black: Quais são os objetivos ainda pra esse ano?

Vinny (contando nos dedos): Tocar em outras regiões do Brasil. Fazer um trabalho bonito como banda de apoio do Rodrigo Rossi. Lançar nossa primeira música própria. Tocar fora do Brasil e tornar a banda autosustentável.

Tiago: Acho que pra esse ano… Se for apontar um principal, seria o lançamento da música própria. Claro que temos outros também, como o Vinny destacou. Tocar em outras regiões do país seria algo muito legal para a banda. Assim como voltar a outros palcos, como RS, PR, SP…

AniFestPrimeiro show, no AniFest 2007, em Blumenau

Black (fazendo jabá em troca de saquê…): Vale a dica para organizadores de evento por aí. Aliás… Sobre a música própria. Já está pronta? Pretendem apresenta-la logo?

Tiago: Já esta praticamente pronta. Entramos em estúdio para gravar ela após o Aniventure. A ideia é apresentar ela em algum evento aqui em SC depois dessa data.

Black: Opa… Mas nem um teaserzinho por agora? Talvez o pessoal do Sake com Sal possa receber um link em breve? *modo mercador ON*

Tiago: Heheuhe… Por agora é complicado. Primeiro queremos finalizar ela certinho, depois a gente pensa.

Vinny: Pôxa, infelizmente ainda não. Mas podemos garantir que em breve poderemos conversar sobre isso.

Black: Fico esperando o retorno então.

Tiago: Exato.

Black: Contem aí… O que esperam do show com o Rodrigo Rossi, cantor nacional que é a nova voz de Dragon Ball Kai, no AniVenture 2011?

Felipe: Esperamos um show muito bom, e um público muito empolgado para receber o Rodrigo, que com certeza vai retribuir o carinho dos fãs e estaremos lá para dar suporte a ele, vamos dar o nosso melhor.

Vinny: Responsabilidade grande, estou na expectativa com o Rodrigo pessoalmente. Esperamos fazer um trabalho digno para que o público possa desfrutar das músicas que tanto gostam.

Tiago: Oh yeah. Mas estou na expectativa por um grande show. O Rodrigo é um músico de excelente qualidade e com certeza vai fazer jus a fama.

Black: O que é bom, pessoal pode esperar 100% de vocês no palco com ele então.

Tiago: Com certeza. Estaremos lá com a energia de sempre, e junto do Rodrigo. Vai ser algo memorável.

Wasabi

Black: O que vocês pensam do cenário musical J-Rocker catarinense? É uma pergunta bem específica, então, se quiserem ser bem objetivos…

Tiago: Penso que é um cenário em evolução. Estamos vendo o nascimento de novas bandas (como a Gazerock) e a tendência é cada vez isso melhorar e talvez vir a se tornar algo paralelo aos eventos de animê convencionais. Infelizmente ainda lidamos com bandas que não se levam a sério, se sujeitando a diversos contratempos, e isso atrapalha a maturidade do cenário no estado. Mas, há esperança.

Vinny: (na verdade) J-Rocker é praticamente inexistente. Talvez exista uma cena de Animesongs de um porte bacana e mesmo assim, vejo muitas delas cantando músicas que não fazem nenhum sentido com a J-Music. Nada contra o trabalho delas. Entretanto não vejo representando uma cena de J-Music de verdade.

Felipe: Concordo com o Vinny, vejo bandas que tocam músicas sem sentido algum, apenas por serem populares, e nem de animê são. Não tem cenário de J-Rock em SC. E sim de J-Music.

Black: A crise então é que existe a semente pra droga da planta germinar, mas nenhuma tá usando o adubo certo, é isso? (pô, Black, mas fazer analogia de AGRICULTOR, veio?)

Tiago: Não sei se é essa a questão. Cada banda tem sua proposta. Infelizmente algumas não fazem o cenário vingar.

Felipe: Sim, cada uma tem uma proposta, o problema é que algumas bandas não se levam a sério, e acaba prejudicando o trabalho dos outros e o cenário em si, apenas por estar ali com o pretexto de diversão.

Vinny: Exatamente. Alguns atingem um público que não quer saber nem da J-Music propriamente dita. Apenas querem curtir uma música que lembra infância. O chato é se denominarem divulgadoras de algo que estão quase indo contra. Afinal, temos o espaço pra tocar músicas e deveríamos usar isso ao nosso favor. Ao favor da música boa, da J-Music que rola lá no Japão.

Black: Isso me lembra um certo Otaku é a Mãe! que eu escrevi recente…

Vinny: Muitas bandas tocam músicas em versão em português do que fez sucesso aqui, pouco se importam em ouvir as raízes e o que fomenta o mercado Japonês.

Black: Mudando de eixo, aproveitando a deixa… Como músicos, vocês precisam analisar também a fonte de vocês, no caso, as bandas do Japão, então digam aí… O que pensam da atual situação das bandas japonesas?

Tiago: Acho que a cena no Japão continua indo bem. Apesar de não ter aparecido nada exatamente novo e bom, temos aí o lançamento do novo cd do Versailles e do Mth, que ficaram bem bons. Infelizmente por outro lado, algumas bandas muito boas estão dando adeus, como o Kagrra e o Deluhi. É necessário sempre novas bandas para continuar a crescente de um estilo, e isso me preocupa um pouco.

Vinny: Felizmente correm algumas notícias que o X-Japan faria shows aqui no Brasil. A banda de J-rock mais importante fazendo show aqui seria algo extraordinário para motivar o cenário.

Black: É interessante ver que o Brasil anda valorizado quanto ao cenário musical japonês e estamos sendo lembrados para viagens de bandas.

Tiago: É verdade, teremos em julho o MOVE no Anime Friends. Já fizemos covers deles, e para nós seria uma grande honra conhece-los. Praticamente um sonho.

Vinny: Além de outras diversas bandas que passaram pelo Brasil nos últimos anos.

OtakontroFazendo milhares de caretas enquanto tocam

Black: Seguindo a questão dos covers… Qual o critério de seleção da Ryokan para os covers?

Vinny: Música boa do J-Rock que temos condições reproduzir com qualidade. E claro, sempre consideramos a opinião dos fãs. Algumas músicas estão no repertório só por eles.

Black: Sendo assim, o que é preciso para que um fã, como um amigo meu, o… White *cof cof* pudesse ouvir vocês tocando a música preferida dele?

Vinny: Bem, precisaríamos ter condições de reproduzir com qualidade e ele sugerir algo que os fãs queiram ouvir também. Se possível, que ele tenha um bom gosto também!

Tiago: Verdade, sempre tentamos conciliar o fato de ser algo de qualidade, com o que seria interessante para os fãs ouvirem, sendo conhecida ou não do público em geral.

Black: Quais os canais pra contatarem vocês pra isso?

Tiago: Temos vários meios de comunicação para isso. O mais indicado é a nossa comunidade no Orkut.

Vinny: O principal meio de comunicação tem sido a nossa comunidade no Orkut. Embora o Facebook e Twitter tenham ganhado um grande espaço na nossa comunicação.

Black: Pra acabar por aqui… Alguma palavra aos fãs que estão lendo nossa entrevista?

Tiago: Esperamos que tenham gostado da entrevista, que tenham aproveitado para conhecer um pouco melhor a banda. Para o pessoal que não conhece a Ryokan e quer ouvir nosso trabalho, basta pedirem aos organizadores. Vocês tem poder para isso. E esperamos que todos estejam já na expectativa, tanto para os próximos shows quanto para o lançamento da música própria. São coisas que fazemos de coração para vocês, e esperamos que gostem bastante.

Vinny: Obrigado por nos acompanhar nos shows, entrevistas, promoções. Nosso som é sempre reflexo de muito trabalho e esforço pensando em vocês. Gostaria de lembrar da promoção “Give Us smile and shine days”. Participem! Contamos com o apoio de vocês para que possamos fazer um álbum memorável! Marquem a presença de vocês na nossa história! E claro, não percam os shows da Ryokan no Aniventure! Dia 14 tocaremos nosso repertório com participações muito especiais e dia 15 como banda de apoio do Rodrigo Rossi!

Otakontro

Black: E é com isso que eu fecho a entrevista. Agradeço aos três. Valeu a participação. E continuem acompanhando nosso site.

Tiago: Nada. Nós que agradecemos o espaço para mostrar o nosso trabalho.

Vinny: Valeu Black.

Agradecimentos especiais à Sra. Black, Ana Santos, a fotógrafa que cedeu a maioria das imagens deste post.

Black

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