mar 2 2009
Procurando por novos mangás. Há vagas.

Eu já falei de algo parecido ANTES. Muito material que é produzido no japão passa reto pela visão dos otakus ocidentais. A maior culpa é da exportação, que prefere escolher as figurinhas carimbadas e que vão vender. Não estão errados, ÓBVIO, cê vai comprar exatamente o que cê sabe que vai te trazer lucro depois. Idiota só a Midway que tá falindo e vai vender Mortal Kombat, mas essa é outra história. Ainda assim, tem muita, mas muita coisa mesma que merecia uma segunda chance só pra entrar no conhecimento do povo, talvez virar cult. Afinal, não são todos Narutos, que vendem como água não importando a qualidade.
Vamos dar um exemplo prático: Toda semana (Ou ao menos DEVERIA ser assim), sai uma edição da Weekly Shonnen Jump, com capítulos de One Piece, Naruto, Bleach, etc. etc. etc.. Só que aquela revista é um tomo gigantesco, grosso (heh) pra caramba. E só tem um capítulo de cada obra. Aí fica a questão: Que mais tem ali? É isso que eu digo para vocês descobrirem. Ao todo são vinte mangás diferentes que têm seus capítulos publicados na Weekly, nem todos ao mesmo tempo, porque certos autores *cof cof* Yoshihiro Togashi *cof cof* são preguiçosos demais. Por outro lado, algumas séries seguem fiéis e, excluindo os feriados, se mantém na linha. Como Eyeshield 21.
Antes do próximo século essa série terminaO mangá de Futebol Americano conseguiu não só conquistar o espaço dos mangás de esporte como Prince of Tennis como também dos fãs de aventura, daqueles que lêem Bleach, pra citar um. Combinando uma ação quase descerebrada (Os caras de Eyeshield podem não ser exatamente IMENSOS, mas dão medo) com um humor tradicional dos shonnen e uma história interessante de time, e não de apenas um personagem, o mangá evoluiu bastante e está há quase sete anos em publicação.
“Alguém viu a jamanta que me atropelou?”Outro que tem um público fiel é Gintama. Com um animê tão insano quanto o mangá, Gintama é comédia, mas com ação, parte da salada que forma a Weekly. Quase tão longevo quanto Eyeshield, Gintama tem maior proximidade de acabar. Não tão perto de acabar está To-Love Ru. Similar ao sistema Harém (Um protagonista, VÁRIAS coadjuvantes mulheres) de Love Hina e Mahou Sensei Negima!, as duas de Akamatsu Ken, a série focaliza no pobre Yuuki Rito que, apesar de estar cercado de adolescentes voluptosas (Se é que pode falar isso de personagens QUASE chibis) não consegue ficar com ninguém que ele gosta. Não só é tímido o infeliz, como é candidato à filho adotivo de Lady Murphy, tamanho o seu azar.
O elenco do mangá é todo feito de garotas assim… E a professora delas é ainda mais “cheinha”Saindo de uma aposentadoria forçada ainda esse mês está D. Gray-Man, já comentada por aqui em outras eras. Apesar de ter passado por fases fracas (Não aguentava mais a crise Cavaleiros do Zodíaco da série), o mangá tinha parado em um ótimo momento e ficou segurando o suspense durante esse tempo todo que esteve fora. Por si só já vale o esforço de procurar outras obras e logo vai estar nas bancas brasileiras. Mas a que eu queria ver por aqui mesmo é Bakuman.
O visual gótico combina cada vez mais com a sérieInteligente e com os artistas de Death Note e Blue Dragon, Bakuman me surpreendeu muito. Eu ainda vou fazer um artigo sobre essa série, mas posso adiantar que há muitas menções a outros trabalhos da JUMP, porque Bakuman fala de dois jovens que querem se tornar… Mangakás. É isso, um mangá que consegue falar de mangás e ser engraçado. Não é comédia e eu não classificaria como ação. É um mangá de superação, meio atípico entre lutas de espadas e golpes especiais. Vale mesmo a recomendação.

Agora vão, corram atrás e explorem, descubram em quais revistas seus mangás favoritos são publicados, procurem obras por autores e não por personagens e comecem a expandir seus minúsculos universos de conhecimento. Eu estarei aqui, cavocando mais informações.
