jul 13 2009
Por uma briga mais complexa

Há alguns anos os golpes repetidos de Seiya, Shiryu e outros eram os tops que você veria em uma tevê. Aquelas sequências de socos em fast foward com loop era o máximo! Todo mundo se empolgava com “Meteoro de Pégaso” e “Cólera do Dragão”. Isso até que encheu o saco e cansou ver reprise todo dia. E quando eu digo reprises, falo de ver Shiryu versus Seiya no Torneio Intergalático. Again. Então, Dragon Ball Z veio como a nova geração de guerreiros imortais com golpes repetentes (o Goku deve ser o primo perdido do Seiya). Fomos presenteados com sequências tão rápidas que apenas viamos os personagens dando um golpe antes de sumir. E essa geração fez escola. Desde os idos de 1990 continua o mesmo. Rapidez, pouca performance real e o gosto pela pirotecnia antes da ação física. É a geração Naruto e Bleach, no bom e no mau sentido…
Eu me acostumei a ver cenas de luta empolgantes. Desculpem-me, produtoras de shonnen, mas quando eu procuro um anime que envolva ação, eu espero realmente ver ação, não cenas completas de teleportadores desferindo golpes que a gente não vê ou somente trocando uns poucos Super KameHameHa’s, que por mais que sejam alucinantes não fazem o menor sentido naquele cenário. É o caso do já citado Naruto. O maior problema de um anime de ninjas é quando eles deixam de ser ninjas para ser… Qualquer outra coisa. Esperamos batalhas com mais de dois neurônios. E gerar Rasengans e Chidoris Tico e Teco poderosos podem fazer. É por isso que Soul Eater me agrada.
Não sei se é por ser de uma produtora de animes mais curtos, ou talvez por ser Square Enix, assim como Fullmetal Alchemist, mas o anime de shinigamis que não é Death Note ou Bleach gera pancadarias de verdade. O desfile de golpes de uma personagem como Maka, Kidd e Black Star deixa a maioria dos shonnens no chinelo. Realmente são episódios recheados de conteúdo de verdade e cortes, contra-golpes, arranhões. Ok, aí cê me diz: Claro, um anime tem como fazer isso, mas o que dizer de mangás? Fairy Tail, aquele que eu anunciei há algum tempo. Quer melhor?
Não é preciso muito para agradar esse público. Eles já são vacinados, esse é o problema. Seiya, Goku, Naruto e Ruffy já fizeram sua parte, já deixaram sua marca, mas cansaram. É como perguntar a um fã de Gundam o que ele espera da próxima série, a próxima geração. Z, G, Wing, todos já ocuparam os espaços disponíveis para robôs gigantes apelões. Falta talvez um robô que faça mais do que utilizar a mesma maldita metralhadora lança-mísseis atiradora de raios e possa voar pelo espaço todo o tempo.
Vocês sabem do que eu digo: É o desejo de vocês também. Se serve de consolo, cada vez mais existem mangakás como os de Bakuman, que querem sair da mesmice. Em breve, quem sabe, assim como nos mangás os animes comecem a criar vida própria e evoluir. Se mesmo Hollywood produz maçãs douradas entre as podres, o Japão, com tanta tradição, pode fazer algo mais.
