nov 10 2008
Pirataria nos Animês
Não, não vou falar de Pirataria no sentido de copiar animês para o pc. Pra isso basta o Google. Não é do meu feitio ficar indicando animês apenas por indicar aqui na OEAM, mas… Cada vez que me falam de piratas nesse site e eu penso na minha seção, não tenho como evitar: One Piece me vem a mente e eu pergunto: WTH?!? Que que isso tem a ver com os ditos piratas daqui? Para quem não conhece, One Piece é um mangá de Eichiiro Oda que traz um modo, digamos, bem original de pirataria. One Piece não é conhecido exatamente pelo que tem de importante, mas por sua bizarrice extremada, seus personagens marcantes e sua (quase) nada séria trama principal.
Percebam o teor insano do negócio
A começar, o mundo de One Piece eleva ao extremo a necessidade de navegações. Se no nosso mundo são 2/3 do planeta debaixo d’água, em One piece devem ser 4/5. É incrível a quantidade de ilhas e a facilidade de percorrer a distância entre seus extremos. Neste mundo, duas forças imperam: A Marinha e os Piratas. A primeira exerce influência em praticamente todos os territórios terrestres e em grande parte do mar. A outra teve seu auge há algum tempo quando o auto-proclamado Gold Roger desafiou toda a marinha, até ser capturado e executado. Porém, antes de morrer, o maldito anunciou a todos que quisessem ouvir que aquele que quisesse assumir o seu lugar seria bem-vindo, desde que atravessasse a Grande Linha (Como na péssima dublagem do animê no Brasil) ou Rota (Como no mangá) e conquistasse o One Piece, o maior de todos os tesouros. O que o desgraçado não avisou é que a Grande Rota era uma gigantesca rota marítima de enormes perigos e o que diabos era o One Piece.
Ahn… Que tal os cosplays, ahn?!?Aí é que entra o protagonista: Monkey D. Ruffy. O patético garoto, aparentemente raquítico e abobalhado, conheceu um bando durante a infância comandado por Shanx, o Ruivo. O tal era um pirata muito do camarada (Sem trocadilhos, faz favor) e salvou a vida do garoto. Desde então, carregando sempre na cabeça o chapéu de palha do ídolo, Ruffy decidiu que reuniria o melhor bando do mundo e se tornaria o Rei dos Piratas. TÍPICO ideal shonnen, podem falar. Não é pelo objetivo do protagonista que se baseia sua popularidade, no entanto. Ruffy tem um pequeno problema… Quando fez a promessa à Shanx de que o encontraria na Grande Rota, lá quando era apenas um pirralho chato, ele acabou comendo de uma bocada só (LITERALMENTE!) algo chamado Fruto do Diabo. O tal fruto dá poderes especiais a quem o come… A um preço módico: NUNCA mais poderá nadar. Sério, é ESSE o defeito do fruto. Ah tá… Lembrem-se do que eu falei antes: 4/5 do planeta como água, saca? E ele quer ser um PIRATA… E valeu a pena? Bom, o fruto que ele comeu era um Gomu-Gomu No Mi, o fruto-borracha, o que quer dizer que ele pode se esticar como quiser… Ah… E eu mencionei que ele só APARENTA ser raquítico? Dizer mais é bobagem, saca só o vídeo…
Pois é, e essa é a premissa básica de One Piece. Quando encontramos Ruffy pela primeira vez, já com dezessete anos, ele está boiando em um barril e prestes a enfrentar uma forte pirata grandalhona. Ao longo da jornada ele vai juntando um grupo meio excêntrico, a começar por Roronoa Zoro, um espadachim que luta com três espadas, e uma ladra que é também, nas horas vagas, uma exímia navegadora. Sinceramente… Eu comecei a acompanhar One Piece porque um amigo meu indicou. Aliás, eu nem comprei a primeira edição quando saiu, apenas li a que ele tinha comprado. Amigo bom é pra essas coisas, saavy? E eu gostei. A trama me parecia descompromissada e ia ser uma boa leitura pra descontrair. O que eu não imaginava é que hoje, tantos anos depois, estaria lendo o volume 70 e que no Japão teria recém-saído o 500º capítulo. É… One Piece é tão duradouro quanto… Sei lá… Dragon Ball e Naruto… O que não quer dizer que tenha o mesmo tipo de público. Apesar de ser um shonnen padrão, One Piece tenta fugir dos clichês, apesar de que segue fórmulas e, portanto, acaba fazendo sequências previsíveis. Mas, e esse é um grande MAS, consegue surpreender e não ter que criar “novos perigos” constantemente, apenas acrescentar peças da trama. Desde o início nós somos apresentados aos maiores inimigos de Ruffy e seu bando do Chapéu-de-Palha, mas não temos noção do que isso significa.
Pelo menos as mulheres são um pouco… CurvilíneasOne Piece não é o tipo de mangá que eu recomendaria para todos que estão nesse site, ao contrário de Gantz, que eu SEI que é o tipo que a maioria gosta. Ele tem uma grande gama de qualidades que o mantém longevo e, a cada dia, arranjando novos fãs. É só preciso ter paciência e gostar de comédia, mesmo durante lutas. Não raro as batalhas de um dos companheiros de Ruffy, Usopp por exemplo, se resolvem de maneira cômica, por um imprevisto. O que não desmerece o mangá, pelo contrário, são acidentes que dão ao personagem espaço para se desenvolver. A evolução de cada um é gradual e suas histórias realmente demoram para surgir. Mesmo em mais de 500 capítulos, alguns dos tripulantes conhecem pouco de seu passado, e não se importam com isso. Eu espero ao menos estar vivo para ver o final dessa história.
E claro… Algumas participações especiais meio estranhas!O único problema da incursão no Brasil se deve ao animê. Como dito antes, a dublagem é uma das piores vistas por estas bandas e a original em que se basearam foi a estado-unidense, editada por ninguém menos que a 4Kids. Quem não ligou o artista ao feito, é a distribuidora de Pokémon. É… Logo, rum se tornou laranja, armas parecem feitas de plástico e o Smoker, um capitão da marinha com um enorme charuto na boca passa o tempo todo com a boca aberta. LITERALMENTE. E depois reclamam do que fizeram com Naruto…
