dez 8 2008
Parece algo que você já leu ou viu…
Bom, era pra eu falar de Hentai dessa vez. Ia ser uma boa continuação para os meus textos de antes. Só que, há quase um ano, ALGUÉM já havia falado disso. E de um jeito bem parecido. MALDITA WIKIPÉDIA! Mas… Aproveitando que estamos no fim de ano e quando tudo começa aparentemente a acontecer, (Chinese Democracy QUEM?!?) eu achei apropriado falar de uma obra que em breve estará na sua banca (Ou não, dependendo de que estado do Brasil cê mora) e que pode começar a ser a nova modinha dos eventos de animê que você DEVERIA visitar. Tão gótico quanto Trinity Blood e com sérios motivos para comparação, D. Gray-Man deve vir pela Panini, como um dos seus blockbusters.
É, é disso aí que eu tô falando…
Logo após a Revolução Industrial e em um mundo com tendência para o vitoriano e o gótico, uma guerra ocorre por baixo das panos do Vaticano entre a Igreja e um grupo conhecido como Descendentes de Noé. Capazes de utilizar das más emoções do seres humanos e com tendência a absorver emos para suas hordas, os Noés criam armas conhecidas como Akuma, com pouca ou nenhuma inteligência e capacidade de destruição em massa. Os seus inimigos diretos são Exorcistas, pessoas conectadas com uma energia conhecida como Inocência e capazes de ativar habilidades fortes o bastante para conter os Akuma. Curiosamente, a Inocência é exatamente o que os Akuma caçam, tornando os exorcistas também seus alvos. E é nesse meio que existe Allen Walker, um rapaz com uma arma anti-Akuma diferente da dos outros exorcistas e cujo mentor é um pária dentro da Ordem. Mais clichê, impossível.
Como levar a sério uma briga quando seu inimigo parece… O cara que vende doces na esquina?Quando conheci D. Gray-Man, tive acesso a três capítulos em seguida e a história me pareceu muito com FullMetal Alchemist (Cujo animê tinha recentemente completado). As semelhanças foram o que me atraiu e continuei a acompanhar a história de Allen Walker. Pelo menos por um tempo. Algo que pode diferenciar D.G. de outras das manias do momento (E que poluem nosso computador na maioria das vezes) é a concisão de sua trama, apesar da oscilação entre o que pode ser realmente bom e o que tem que seguir a velha fórmula. Em dado momento da história, aliás, entra uma sucessão de clichês do estilo Shonnen que podem desagradar a aqueles que esperavam por originalidade, mas que também pode agradar por te deixar com o gosto de sangue na boca e o “quero mais pancadaria!”, típico de quem gosta de ação.
Por incrível que parece, o das borboletas aí é um assassino sanguinário…Ação, aliás, é bem presente na história, diferenciando um pouco de FullMetal, citado anteriormente, mas com a presença de um fator bom: Personagens com profundidade. Allen é o protagonista e, durante um bocado de tempo, temos impressão de conhecer suas boas intenções. Rina Lee (Ou como quer que traduzam seu complicado nome) é teoricamente seu par romântico, e divide com Orihime Inoue e Hinata Hyuuga o papel de moça com grandes poderes e temperamento meio tristonho, porém, em determinado momento sua honestidade é questionada, assim como seu egoísmo. O candidato à melhor amigo Lavi guarda segredos e possivelmente os trairia quando pudesse. Poucos são os momentos que você começa um capítulo ou episódio e tem certeza de que ali será revelado algo sobre os personagens. E é aí que o animê sai em vantagem.
Tem muita gente que espera que o final seja uma chacina assim…Contundente e mais seco, o animê conseguiu extrair o que tinha de melhor no mangá e ser fiel, sem alterar grandes detalhes. Sua trilha sonora é provavelmente uma das mais bem escolhidas e seu design perfeito. Geralmente o traço de um mangá é melhor cuidado do que o de um animê, principalmente quando ele é longo, e em D.G. o traço é muito bem feito, tanto em um quanto no outro. A ação conseguiu transpor perfeitamente. Se for possível que chegue ao Brasil sem cortes ou mudanças graves, provavelmente vai conseguir alguns fãs fiéis. Apesar de tudo, D.G. sofre do mal da maioria: Como dito antes, ele é longo o suficiente para que em algum momento caia sua qualidade e passe a ser só mais um no meio de tantas produções. Ao menos eu espero que isso não aconteça. Quando chegar, que vocês possam aproveitar.
