Padding e Stock Footage

Mundo Otaku

Hoje eu irei falar de duas coisa que todas as pessoas que vêem animê conhecem, que a maioria odeia, mas que pouquíssimos chegam a compreender. Sim, eu estou falando da ferramenta usada para estender os animês além da conta: Padding e Stock Footage.

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Iremos começar com o animê que é infame por isso, Dragon Ball Z. Sem contar os fillers, as batalhas foram estendidas dramaticamente para durar cada vez mais tempo, o que levou esse animê a se tornar tão grande. De fato, “eles ainda estão em Namek?” virou praticamente um sinônimo de Padding.

Isso era feito pois o animê alcançou o mangá durante essa saga e a única forma de evitar que o mangá fosse ultrapassado era esticar os episódios o máximo possível, mas essa não é a única razão para o uso de Padding. E Battle Royale é um exemplo da outra.

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Battle Royale era originalmente um livro e os primeiros dez volumes do mangá cobriram basicamente 500 páginas em uma boa velocidade. Porém, as 100 páginas finais demoraram 5 volumes para terminar. Especialmente a batalha final, que basicamente parou no tempo em um momento. Um capítulo inteiro foi dedicado ao protagonista pensando se ele deveria atirar na cabeça do vilão ou não.

A razão para isso foi uma escolha estilística por parte do autor do mangá. Ele decidiu fazer isso para tornar o final mais dramático, algumas pessoas gostaram, outras não. A seguir eu irei falar sobre Stock Footage, cenas que são reutilizadas múltiplas vezes e irei começar falando sobre Sailor Moon.

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Sailor Moon, assim como outros animês do estilo Garotas Mágicas, usa sequências de transformação e ataques que podem ser repetidos todos os episódios. Isso é usado principalmente por animês de baixo orçamento, pois reusar coisas já feitas reduz drasticamente os custos.

A primeira temporada de Sailor Moon tinha um orçamento particularmente baixo, então além das sequências de transformação e ataques, muitas outras coisas eram reutilizadas em outro contexto, como uma cena do primeiro episódio que é reutilizada no último episódio, ela pode ser vista facilmente pois a qualidade da animação cresce muito durante o programa.

Mas na verdade o animê que levou isso aos maiores extremos foi Wedding Peach, que tinha DUAS tranformações por garota. E também existe o caso de Akazukin Chacha, que era um mangá de fantasia que foi transformado num animê de Garotas Mágicas para que os animadores pudessem economizar dinheiro com isso. Séries modernas como Pretty Cure várias vezes reduzem essas sequências dramaticamente, e Nanoha nunca reutiliza as sequências de transformação.

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Existem outras razões para o uso de Stock Footage, e uma delas é demonstrada por Evangelion e Revolutionary Girl Utena, que era economizar dinheiro para ser usado nas sequências que necessitavam de uma animação especial. É por isso que Evangelion conseguiu ter batalhas de robôs incríveis mesmo tendo um orçamento relativamente baixo.

Exemplos em Evangelion são as várias cenas em lugares familiares que são reutilizadas, assim como s Misato bebendo cerveja e diversas cenas escurecidas ou com personagens cobrindo a boca para não precisar animar os lábios. E também a infame cena do elevador: 51 segundos de Asuka e Rei paradas olhando uma para a outra.

No caso de Utena existe tudo o que está relacionado aos duelos, principalmente a longa sequência da Utena indo para o campo de batalha e os diversos ataques e reações. Isso chega a tal ponto que eles pegam uma cena da Utena perdendo um duelo e mudam a cor do cabelo dela para reutilizar numa cena de uma personagem totalmente diferente perdendo um duelo.

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Uma menção deve ser feita a Gundam Seed e Gundam Seed Destiny, que conseguem levar o uso de Stock Footage a novos níveis. A técnica usada permite pegar uma cena e substituir os robôs nessa cena por outros, resultando em diversas cenas de luta idênticas frame a frame mas com participantes diferentes. Observem:

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Para terminar, irei falar de um caso extremo da junção de Padding com Stock Footage. Eu estou falando é claro do episódio 40 de Digimon, que é uma série que precisava usar diversas dessas técnicas para reduzir o custo devido a sua animação acima da média.

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Basicamente, metade do episódio é gasto em Stock Footage. Todos os 8 digimons evoluem para suas formas adultas e atacam, depois eles (menos Angemon) digivolvem para suas formas perfeitas e atacam, depois Agumon e Gabumon digivolvem para suas formas extremas e atacam. Todas as transformações e ataques são mostrados completamente, um de cada vez. Esse é o episódio que os mestres das trevas aparecem, então o resto do episódio são os digiescolhidos apanhando.

E é isso, eu encerro por aqui. Até mais pessoal, eu não ia querer estender isso mais do que o necessário mais do que o necessário mais do que o necessário mais do que o necessário mais do que o necessário mais do que o necessário.

(nota do Editor-Chefe: Por corte orçamentário, o episódio não foi concluído a tempo. Fiquem com as reprises.)