mar 16 2010
One Shots de Kaori Yuki

Agradeço a alguém por um dia ter citado Angel Sanctuary para mim, faz muitos anos isso e nem me recordo onde vi. Só sei que ao pesquisar sobre a série, me apaixonei, tanto pelo traço como pela história.
Quando comecei a comprar AS e depois descobri Conde Cain, me apaixonei ainda mais pelo estilo da autora. Em um mercado editorial que é raro encontrar uma obra de um autor, encontrar duas obras de um mesmo autor, publicadas quase que simultaneamente é algo raro e agradável aos fãs.
Pena que no caso da Kaori ficou apenas nessas duas obras. Com o tempo descobri que haviam algumas one shots dela sendo traduzidas por alguns scans e mais uma vez fui ao céu com isso.
Por causa deles que gosto da KaoriAlém das one shots permeadas com a publicação de Conde Cain, houve um volume meio que especial, contando com três sangrentas one shots. E são elas que trago hoje para vocês.
Blanche
Uma das poucas histórias da Kaori que não envolve relacionamentos incestuosos ou desvirtuados, marca registrada dos grandes sucessos da autora. Mas ainda contém sangue, não muito, mas tem…
Nessa história temos Blanche, uma ex menina rica, cujos pais foram assassinados. Numa tentativa de vingança, ela se une a um hábil ladrão e ambos entram num plano audacioso.
A lição que fica dessa história é confiança. Não é uma das melhores histórias, só é divertidinha, boa para passar o tempo. Porém, é meio dificil reconhecer o estilo impactante da Kaori e o traço lembra muito a primeira fase de Conde Cain, não sendo assim muito belo.
Em resumo mesmo, uma historinha passável.
Cruel Fairy Tales
“Essa é uma floresta secreta que tem uma casa feita de doces que aprisona criancinhas. As bonecas estão sempre muito ocupadas. Em noites de lua cheia é melhor se esconder e não sair de casa, caso contrário você será devorado por bruxas.”
Vai uma cabecinha aí?É assim que começa este conto macabro, sangrento e psicopata.
É a história de Luccia, uma orfã que foi convidada por um ricaço a sua mansão, juntamente com outras duas garotas para uma competição. Este ricaço, chamado Julian, busca a sua irmã desaparecida há onze anos, e todas as três garotas possuem características semelhantes à ela: loiras, com olhos azuis.
Cada uma dessas meninas possui uma personalidade diferente:
Luccia não quer saber da competição, na verdade só está lá porque não tem nada de melhor para fazer.
Marie é uma caça dotes de primeira, para ela não importa se Julian a aceite como irmã ou como amante, o importante é colocar a mão na grana.
Elesia é uma garota até esperta que se finge de sonsa. Não é tão manipuladora como Marie, mas sabe a que veio.
Todas as três garotas se envolvem então numa trama com muitos mistérios e não sabem onde se metem até que uma delas desaparece.
No começo parece ser uma história meio melosa, porém, quando o sangue começa a jorrar, nada é o que parece…
Essa história é a principal do mangá e possui dois capítulos bem feitos e a trama não decai, mantendo o suspense até o final. O traço, que mais uma vez eu digo, não me agradou, talvez porque não lembre o traço de AS, que eu considero um dos melhores da autora.
Backstage Mage
Não sei bem se nessa história tem uma relação incestuosa entre mãe e filho, mas tem Q de abuso psicológico.
Num misto de bruxaria, misticismo e mais uma vez sangue, encontramos Aleister, um rico empresário que vê em Crystal Rudin a nova estrela de sua peça comemoração dos 100 anos das empresas Gordon.
Crystal por sua vez encontra a sua chance de enfim se tornar uma atriz, e não desconfia dos propósitos escatológicos e obscuros de Aleister.
Uma trama rocambolesca, com assassinatos, magia negra, sangue e abuso psicológico de alto grau.
Mas que não perde a linha de raciocínio…
O que aliás seria uma grande incapacidade se pensarmos que a história só dura algumas páginas.
Enfim, é isso. Não é um dos meus melhores textos, podem me apedrejar ai nos comentários, não sejam tímidos. Mas resenhar one shots não é tão fácil assim como pode aparecer a princípio.
E só uma curiosidade: Kaori usou o nome de Aleister para seu personagem por ser o mesmo nome de Aleister Crowley. Se querem saber quem é o cara, vão ao grande oráculo que ele lhes responderá. Amém!
Fim e corta!
