fev 7 2011
O Sucesso do Non-Mainstream

Conhece Beelzebub? Nurarihyon no Mago? Toriko? Nem de notícia? Então, se sua resposta foi positiva, congratulações, você faz parte da massa de otakus que acompanha mangás não por sua mega-divulgação (se bem que esses até que receberam…) ou pelo número de games que recebe, mas por ter conseguido se consagrar na mídia em que se lançou. Se não, não se sinta mal, seu perdedor desgraçado você é apenas mas um do grupo contrário, que só segue aquilo que é modinha… E sim, teve ironia nisso aí.
Explicar… No Japão, existem quatro “tipos” de mangás… Aqueles que não fazem sucesso e morrem cedo (SWOT, Lock On…), aqueles que fazem sucesso dentro do seu grupo fechado de leitores (ah, vá, você conhece pelo menos UM desses bizarros…), aqueles que são Mainstream (CLÁSSICOS como Hunter X Hunter, Naruto, Bleach…) e aqueles que são relativamente conhecidos, mas nem tão famosos assim, então não tem 500 gashapons, adesivos, filmes, games… E sim, anotem aí porque game é superimportante.
Como esse povo é relegado à segunda divisão, não recebem o mesmo tratamento da primeira, mas vão pro mesmo lugar. É você pegar um avião pro Japão e ir de econômica, mas sabendo que logo á frente tem uma galera traçando comida de verdade e vendo filmes mais novos que Querida, Encolhi as Crianças. A grande questão é que não é por isso que o não-mainstream não tem durabilidade. O que realmente os separa é apenas o BOOM com que eles são lançados. Veja bem, Toriko, que ta saindo em filme 3D junto de One Piece, está há uns anos na mesma revista que o companheiro de cinema, mas não teve a mesma empolgação quanto ao seu lançamento. E isso é o comum para os mangás da Shueisha: Uns três, quatro, numa boa época CINCO são considerados comissão de frente e os outros duzentos que acompanham aquele livrão nas bancas são divididos entre bucha de canhão e sidekicks.
Só por isso que não é comum ver comunidades aos montes por aí, milhares de cosplayers (lembra da febre Akatsuki? E os L’s?) ou tards aos borbodões discutindo que personagem é mais forte (sério, queria ver tards de Bakuman para ver qual a grande polêmica). Tá, e daí? Daí que vem aquele BIG OTAKU discutir por aí o valor qualidade utilizando por parâmetro COMERCIAL. SIM, pequeno gafanhoto, é CLARO que só porque vende mais quer dizer que é melhor. E você ouve FUNK né, palhaço? Aprendam, não é porque tem ANOS de duração e um gazilhão de quinquilharias que o negócio é bom mesmo ou Pokémon seria hoje um dos melhores animês do mundo… Aliás… Olha que efeito interessante… O animê é mainstream, o mangá não, e é o segundo que é realmente bom. Nice, ahn?
Outro efeito legal do não-mainstream: Escapar de preceitos estigmatizados para se tornar um mangá super conhecido, como ser um mangá de batalha/comédia. OK, isso não quer dizer que não optem por esse caminho… Beelzebub é exatamente LUTA, mas não é como em Naruto, que TODA luta precisa ser emocionante, senão os fãs do Emosuke (valeu Billy Vs. Snakeman) choram… Há uma preocupação maior em se ater à trama do que PRODUZIR situações para emocionar o leitor. Vamos lá, é até FÁCIL de ver quando o autor força o drama para que você derrame uma lágrima. E é com certeza melhor quando isso flui.
Se querem um conselho, dêem um pulo em alguma IMPORTADORA (ah, vá, você entendeu), procurem saber que outros mangás saem na Shounen, Young, LALA, etc. e CONHEÇAM esses mangás antes de se autoproclamarem otakus também. Nós fazemos nosso trabalho aqui, resenhando eles pra vocês, mas não temos 200 redatores (ESTAMOS CONTRATANDO, FALAR COM RH [nota do revisor:brunac@sakecomsal.com.br, encham o saco dela]) para falar de TODOS. Façam uma boa pesquisa e, se curtirem alguma coisa, dêem um pulo aqui pra comentar. Os pauteiros agradecem.
Black
O editor-chefe da bagaça aqui. Responsável por tudo que for publicado. É... Legal, hein?
