O que diabos vem pra cá?

Você, que é um leitor assíduo… De mangá, claro, porque livro que é bom, necas… Já deve ter chegado um dia em sua banca favorita (se não tem, FINGE QUE TEM!), parado diante da estante, tirado meleca do nariz e pensado, se é que isso é possível, “Por que será que nenhuma editora licenciou XXXXXX ainda?”. Se não entendeu, é pra substituir XXXXXX por qualquer mangá de sua preferência que não foi lançado no Brasil ainda. O pensamento é idiota, mas a pergunta é pertinente. Qual seria o critério pra que um mangá fosse comprado e chegasse às bancas?

 Vai… Pode procurar aí…

Certa vez perguntaram isso numa revista sobre animês e mangás. A resposta, óbvio, foi daquelas prontas, que dizia mais ou menos: “Levamos em consideração a popularidade, blá blá blá, a facilidade de adquirir, whiskas sachê, e o interesse do público brasileiro”. Peraí, como assim o interesse do público brasileiro?!? Simples, pequeno gafanhoto: O que mais vender nas bancas vai influenciar no que virá em seguida pra cá. Assim, se o que mais vender forem shoujos do tipo… Peach Girl… Bom, serão coisas desse naipe que continuarão chegando aqui. Isso quer dizer que você, seu inútil que só lê mangás na internet e não compra nada na banca, é um dos principais culpados se o tal XXXXXX não vier ao Brasil nunca. Vai continuar lendo na internet e só.

 Trinity? É… Quem saiba um dia venha pra cá

Mas e os outros dois fatores? Ah, pois é… Tem coisa que a gente não entende… Por exemplo: Popularidade? O que se define como popular se no Japão o mangá é fração gigantesca e essencial de sua cultura e muito comum? Carácoles, lá tem mais mangá do que tipo de comida! Por isso que tanto neguinho tá xingando porque tem Naruto e não tem… Sei lá, um clássico como Hokuto no Ken.

 Cara… Imagina ler isso tudo?!?

Facilidade de adquirir também é uma péssima resposta que se dê aos fãs. Só precisamos de dois neurônios pra entender que: A) Ou é mais barato ou B) Tem mutreta por trás. E mutreta das grossas. Vai dizer que você nunca se deparou com aqueles pacotes típicos de tevê brasileira: “Você compra esse programa, que realmente é uma merda, e consegue levar esse outro, de mais sucesso, com um descontinho”. É por isso que vez por outra somos inundados com porcarias ocupando o espaço que poderíamos, e realmente nós conseguiríamos, preencher melhor.