jun 29 2009
O Anime e a Popularização

Essa semana eu recebi uma notícia que achei fenomenal: Fairy Tail, mangá da editora Kodansha e um dos meus preferidos, vai virar anime, finalmente. O que, pra mim, é uma ótima novidade, pra um amigo virou pesadelo: “Agora vai encher de fairytards e vamos ter que aguentar o anime com fillers e outras porcarias”. A visão do meu amigo não é incorreta, mas sim precipitada. Já aconteceu antes e pode acontecer de novo.
Já falei disso antes e vou repetir: A produção pode estragar muito a história de um anime, mudando totalmente do original. O maior problema em adaptar um mangá para anime é a quantidade de conteúdo. O que pode ser um volume inteiro de um mangá vira apenas um episódio de vinte e seis minutos de um anime. A culpa não é dos autores, tanto de um quanto de outro, é apenas que anime é mais dinâmico, pode explicar com movimento, ao invés de longos textos. E isso massacra o pouco conteúdo que o anime tinha a fornecer, obrigando os produtores a produzir material extra.
O melhor exemplo é Naruto, ao menos na primeira temporada. Quando o anime chegou na saga “Resgate do Soldado Uchiha” o mangá havia acabado de completar a história, ou melhor, estava completando. Se avançasse um pouco mais atropelaria o que Kishimoto estava escrevendo. Conclusão? Criar arcos novos, curtos, para enrolar até o mangá avançar um pouco. Caham, demorou quase um ano e meio, mas tudo bem. Ninguém liga. No caso de Fairy fico tranquilo. A obra tem 14 volumes já prontos e contando.
Quanto aos “tards”, eles são inevitáveis, seja no anime, seja no mangá. São os fãs cegos, que acham que aquele desenho é o melhor de todos, totalmente sem noção. É, é aquele povinho que cê vê por aí de bandana xingando os clássicos e falando besteira. Acostumem-se, eles existem e não é agora que vão sumir. Eu ao menos espero que Fairy Tail escape um pouco disso antes de ver Natsus por aí “cuspindo fogo”. Francamente.
Bom, já tem cosplays há algum tempo…Por outro lado, os animes têm algumas vantagens que fazem valer a pena a adaptação, quando BEM FEITA: Ver as cenas de luta animadas, ouvir vozes de personagens que identifiquem melhor suas personalidades, conseguir acompanhar o movimento dos peitos da Lucy (heh), e ter umas músicas que possa assimilar ao anime (tá, isso foi idiota, mas tô muito curioso pra conhecer a abertura e a finalização). Por sorte, o estúdio é o mesmo que já produziu Macross Frontier e Guin Saga, que se não são clássicos, ao menos são bem produzidos.
Com vocês… LUCY!Ah, ainda existe um problema que permeia grandes obras por aí: Desvirtuar a história e interrompê-la antes do final. Casos como Fruits Basket, Air Gear, Tenten e outros existem aos milhares na tevê japonesa. Sinceramente, acho que, se ao menos receber o cuidado de um D.Gray-Man ou Full Metal Alchemist (o original) já estarei feliz. Apesar de que Fairy Tail tem potencial para bem mais do que isso, quem sabe para desbancar os atuais shonnens e figurar ao lado de seu muso inspirador: One Piece.
