La ventura – Silver Spoon

Minha primeira impressão ao ler este mangá foi um dejá vu. Algo nos personagens de Silver Spoon me lembravam um outro mangá, não são exatamente iguais, mas é possível perceber certas semelhanças com outros mais famosos. Não é plágio, é só semelhança, algo totalmente explicado se eu disser que este é o novo mangá de Hiromu Arakawa.

E quando digo novo, é novo até mesmo para ela, que até então havia trabalhado somente com fantasia e agora tem a sua frente o desafio de fazer uma história sobre a juventude, quase um slice of life, mas não tão chato. Os fãs mais ferrenhos de FMA e acostumados com o ritmo quase vertiginoso das tramas de Arakawa podem se decepcionar muito com Silver Spoon, já que este traz uma história mais lenta ainda em construção e com uma idéia central bem vaga.

Silver Spoon traz a vida escolar de Hachiken Yugo que, não tendo qualquer perspectiva de futuro e querendo sair de casa, resolve estudar em uma escola rural de Hokkaido imaginando que se daria super bem, sendo o primeiro da classe. Porém, seus planos se frustam logo nas primeiras semanas, quando percebe que seus colegas de classe podem ser tão bons ou melhores do que ele.

Além disso, ele se vê diante de diversos desafios que não tinha em sua antiga cidade, como o trabalho braçal, a “crueldade” no tratamento com os animais e outras coisas. Há também as relações com os seus colegas, a adaptação ao novo estilo de vida, entre outras coisas que se parecem muito com a vida comum.

Mas, se Silver Spoon mais parece um slice of life, por que está em La Ventura? Mui simples, acredito que haverá muito mais nesse mangá do que apenas o dia-a-dia de Hachiken. Em um dos capítulos apareceu uma colher de prata que fica exposta no refeitório e tenho quase certeza de que será muito importante na história. Importante a ponto de justificar e tornar essa trama tão boa quanto as anteriores da Arakawa.

Focando agora nos traços e no desenho, ele tem a marca característica da Arakawa, tanto que dá até para as vezes confundir o Hachiken com o Roy, e me faz pensar que talvez o Major Armstrong seja o personagem preferido dela, já que o sósia dele está em Silver Spoon. As piadas visuais continuam presentes e cada vez mais engraçadas, mostrando que o humor continua o mesmo.

Um dos poucos problemas que encontrei neste mangá até agora é exatamente a falta de uma trama central mais definida e a falha nos lançamentos semanais já que, devido a maternidade, Arakawa anda atrasando um pouco os capítulos. Claro que são coisas compreensíveis e aceitáveis, não sendo nada que possa me afastar dele ou me fazer deixar de recomendá-lo.

Com o primeiro capítulo lançado em abril, Silver Spoon ainda está em serialização semanal na Shukan Shonen Sunday e conta até agora com 20 capítulos. Uma ótima recomendação para um mangá que está só começando, mas tem muitas promessas em seu futuro.

Bruna

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