jun 18 2009
Kurozuka

No começo do feudalismo no Japão, onde irmãos e clãs lutam entre si pelo poder, Kuro está fugindo de seu irmão mais velho junto de seu servo, quando no meio da floresta,avistam uma casa iluminada. Os dois vão até o local onde encontram a bela Kuromitsu, que os deixa ficar o quanto quiserem sob uma condição, que em hipótese alguma entrem no quarto onde ela dorme, supostamente por estar sempre muito desarrumado…
E como não dá pra viver sem clichês, Kuro logo se apaixona por Kuromitsu, e logo descobre seu segredo, ela é imortal, e para isso precisa do sangue de humanos, humanos que tinham seu sangue retirado no quarto, e para piorar, aqueles que estavam perseguindo-os não eram soldados de seu irmão, mas sim de uma organização de objetivos obscuros…

Mnhammm
Até ai está tudo normal, mas, a narrativa, os personagens, a animação, etc., somando toda a história do começo,nós conseguimos um ótimo anime seinen sobre romance, inveja e imortalidade, com toques de horror psicológico, violência e sci-fi. A parte sci-fi fica por parte de como, ou onde, a história realmente corre, Kuro e Kuromitsu são imortais, uma espécie de vampiros, logo tem a possibilidade de ver toda a história da humanidade passar pelos seus olhos, enquanto Kuro segue na tentativa de salvar sua amada daqueles que querem seu “dom”.

O mano do cabelo estranho é do futuro tá?
Kurozuka foi baseado no mangá escrito por Baku Yumemakura e ilustrado por Takashi Noguchi, que por sua vez é a adaptação do romance sobrenatural também de Yumemakura. O anime foi adaptado pela Madhouse, e se há duas coisas que eu realmente gostei, tirando a história, são a trilha sonora e o uso da computação gráfica.
Computação Gráfica em animes é algo que eu ODEIO, na maioria das vezes, deixa o anime extremamente artificial e contrasta demais com a parte desenhada. Agora, em Kurozuka ela é usada com sabedoria, em algumas flores, leques, etc… ficou ótimo, sem contar que o anime se passa praticamente todo em cenas escuras, e os efeitos também, claro que às vezes dá pra notar um pouco mais de CG do que deveria… Mas no mais, tá otimo. A trilha entra muito na história, no modo como ela corre nas cenas de combate e romance, e cai muito bem, deixando as situações mais tensas ou leves. Só na abertura ao som de Systematic People já da pra perceber.
Tem algo que nem todos vão gostar: a falta de comédia e fan-service, putz, é um anime seinen (ou seja, para um publico mais maduro) de ação/horror/romance/sci-fi, não espere comédia e peitos enormes… Porem acaba tendo, inesperadamente,em umas 3 cenas quase no clímax do anime, sendo 2 de fan-service, e quase imperceptíveis…

Você queria achar ISSO engraçado?
Se há algo que foi muito criticado (pelo menos nos fóruns que visitei) sobre o anime, foi o final, é o tipo de final que deixa muitas perguntas, não é concreto, deixa espaço pra imaginarmos muita coisa, como em diversos outros animes. Claro, em minha opinião, um anime sobre o sofrimento que é a eternidade não poderia ter um final melhor… Alguns odeiam, eu adorei.
