Knife of Romance – Princessa Ai: O prisma da meia-noite

Lá estava eu, ansiosa há alguns meses com a expectativa de encontrar logo Kimi ni Todoke para comprar (infelizmente até hoje não encontrei), procurando ali, procurando aqui, não achei o que queria, só que me deparei com um mangá com capa bonitinha da Tokyo Pop e licenciado aqui pela Online Editora. Disposta a conhecer um novo mangá e quem sabe iniciar uma nova coleção, comprei. Abri aquele plástico chato e comecei a ler na mesma hora. E pela primeira vez na vida me arrependi de ter comprado um mangá…

Princesa Ai definitivamente é um mangá que não vale a pena as 10 dilmas qe custa. E vou dizer o porquê…

Antes de falar da história, vamos nos concentrar no mangá. A capa dele é de uma espécie de papel plastificado, tal qual capa de revista, as páginas internas são praticamente as mesmas encontradas nos mangás da JBC e da Panini. Uma coisa que estranhei muito foi a diagramação das páginas que mudaram muito ao longo do mangá.

Agora, o mais impressionante são os desenhos. A qualidade deles é muito variável, oras tentando se parecer com o traço da CLAMP, principalmente com seus personagens de pernas longas. Em algumas passagens as expressões dos personagens são tão fracas ou com uma perspectiva distante que fica difícil entender, sem contar a mania de NÃO desenhar o rosto deles.

Mas eu poderia relevar tudo isso se não fosse a história, pois já li/assisti coisas de qualdade gráfica altamente questionável porque a história era muito boa. Só que Princesa Ai não tem nem história para se salvar. Como o mangá que comprei era uma continuação, fui tentar conhecer a primeira parte.

O mangá traz Ai, uma garota que se viu perdida em Tóquio, sem qualquer memória e com uma pequena caixa em mãos. Logo ela faz amigos e começa a trabalhar em uma boate, onde conhece Kent, um aspirante a cantor de rock. Aos poucos eles vão se apaixonando e Ai também vai descobrindo o seu talento para música. Neste ponto entra na história uma agência de talentos que contrata Ai com a promessa de transformá-la em uma estrela do Rock.

Porém, essa “agência” acaba prendendo Ai e a impedindo de descobrir mais sobre uma terra distante, Ailândia.O mangá então se fica nisso, a luta de Ai em se libertar da agência, descobrir mais sobre Ailândia, um outro mundo onde (olha só a surpresa) ela é uma princesa!

A continuação da história se passa 1 ano após o termino dos eventos anteriores. Agora Ai está no trono de Ailândia, mas querendo voltar para a Terra. Em Ailândia, ela foi responsável pela segunda revolução e divide o trono com seu meio irmão. Mas a doce princesinha sente-se solitária, oprimida e então, graças ao Prisma da Meia Noite, ela volta para a Terra, para reencontrar seu fãs e seu amado Kent. Só que na Terra coisas terríveis estão acontecendo, coisas que podem levar a uma guerra entre Ailândia e ela.

Ok, a história é clichê, mas poderia ser legalzinha. Poderia se fosse bem desenvolvida, com personagens realmente marcantes e se não fosse apenas um ode a Courtney Love. Ao todo, Princesa Ai tem 5 volumes, só que tem uma história tão cheia de fatos e personagens a serem desenvolvidos que acaba ficando tudo muito raso e sem substância. Ai não passa de um alter ego de asas da Courtney Love, agindo de forma bastante automática e sem sentido, tentando se mostrar “rebelde e autêntica”.

Nenhum conflito é trabalhado de forma profundo, ficando sempre no quase, sem empolgar ou te deixar com vontade de acompanhar a história. Juro que só terminei de ler porque tinha esperança de que não fosse tão ruim quanto eu achava. No fim, o mangá não passa de uma cópia fantasiada da própria vida de Courtney, do seu ponto de vista claro. E como diz o Black, o pior mesmo é saber que o Kent é o Kurt Cobain…

Kurt e Love, digo Kent e Ai

Em tempo, este mangá é uma co-produção entre Stuart “D. J. Milky” Levy e Courtney Love, escrito por Christine Boylan e ilustrado por Misaho Kujiradou, tendo sido publicado em inglês pela TokyoPop no Japão.

Bruna

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