Knife of Romance – Chihaya Furu

Eu havia prometido e agora vou lá cumprir minha promessa: resenhar Chihaya Furu, que está no comecinho ainda, mas já tem tanta, mas tanta coisa para falar dele, que nem sei como começar. Mentira, até sei, fiquei ensaiando um tempão em como ia começar essa resenha.

Poderiam dizer que Chihaya está mais para o La Ventura do que para essa coluna, mas para mim, combina muito mais com romance do que aventura. E porque?

Chihaya fala de amor, amor aos amigos, amor a um esporte, amor a um sonho. Fala de poemas de amor, fala de promessas entre amigos, de coisas bonitas, de como o tempo passa, mas a amizade fica. É um romance para garotas mais velhas, com alguns dramas e muito pé no chão. Claro que tem um triângulo meio amoroso, mas é só um detalhe…

Chihaya é uma garota bonita, inteligente e sem um sonho seu, sem uma meta de vida que seja só sua. Para ela o mais importante é ver sua irmã mais velha se tornar uma modelo muito famosa. Até que um dia, ela conhece Wataya Arata, um novato timido que sofre com o desprezo de seus colegas. Só que Arata, ao contrário de Chihaya, tem um sonho, um sonho bastante incomum: se tornar o melhor jogador de karuta do mundo.

Ao jogar pela primeira vez contra Arata, Chihaya começou a perceber o quanto o jogo poderia ser apaixonante e passou a se envolver cada vez mais com as cartas e os Cem Poemas. Como não podia deixar de ser, temos Taichi, antigo amigo de Chihaya e que torna-se rival de Arata ao perceber a amizade entre os dois. Após o estranhamneto inicial, os três tornam-se verdadeiros amigos, com um objetivo em comum: jogarem karuta o melhor possível.

Mas nem tudo é lindo… Arata acaba sendo obrigado a se mudar de cidade e Taichi muda-se para outra escola, porém, os três fazem uma promessa: se encontraram no torneio nacional dali uns anos, para decidirem quem se tornará o Rei ou a Rainha do Karuta.

Anos se passam e diversas coisas mudam, Chihaya agora no Ensino Médio, luta para se tornar uma jogadora de classe A e para abrir um clube de karuta em sua escola, e assim cumprir a promesa de encontrar seus amigos no torneio nacional.

O animê não foca num romance, no jogo ou numa personagem, mas sim em todas as nuances que foram apresentadas lá no primeiro episódio, a formação do clube de karuta, a amizade entre Taichi, Chihaya e Arata, e os passos da conquista do sonho de Chihaya em se tornar Rainha do Karuta. Só que isso tem um grande problema, o início da história acaba ficando um pouco confusa, já que são muitas informações de uma vez só, para em seguida o animê entrar num ritmo mais leve e ir mostrando aos poucos a que veio.

Nem preciso dizer que me apaixonei por ele desde o primeiro episódio, pois Chihaya Furu é cativante ao extremo, com coisas fofas, mas sem exagero, com uma heroina atrapalhada, mas cheia de vontades, que não mede esforços em conseguir o que quer. Além da história, o traço e o desenho também são um dos pontos fortes do animê, que conta com muitos tons de vermelho, cenários bem iluminados e simples, sem muita poluição visual no decorrer das cenas, apenas com detalhes básicos para compor o clima.

Outro ponto legal é o modo como mostram o karuta, um jogo que não parece ser muito popular no Japão, mas que é tratado no animê com uma riqueza de detalhes, mostrando o modo de se jogar, as regras, até mesmo o significado de alguns dos poemas, bem como jogos emocionantes.

Chihaya é recomendado pela sua beleza simples e cativacante, seus personagens e pelo próprio karuta. Um animê que faltava este ano, principalmente pela sua capacidade de ser fofo, sem ser ridiculo, e de ser foda, sem ter poderes especiais ou lutas de destruir os mundos. É mais um animê sobre jogo de cartas, mas um jogo de cartas que existe há séculos.

Bruna

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