Kimi ni Todoke

Sabe aqueles animês que você jura que serão melosos porque tratam de cotidiano escolar, mas sem todas aquelas firulas de coisas estranhas acontecendo, sem host clubs, deusas entediadas ou toda aquela perversão. É só um simples cotidiano.

Pela premissa que li, pensei: “um shoujo muito chato, que trata de uma garota que não tem amigos”.
Mas, porém, contudo, entretanto, conseguinte, consoante, vogal, algarismo, algoritmos e etc. Eu baixei calmamente o primeiro episódio e assisti. Agora posso dizer que AINDA BEM QUE O FIZ! Desculpem a empolgação, mas Kimi ni Todoke me conquistou. E vou dizer o porque…

Kimi ni Todoke tem como protagonista Sawako Kuronuma, uma garota parecida com a Sadako do filme Ringu (que aqui é nossa querida amiga Samara, do remake versão ocidental O Chamado). Por causa dessa “parecença”, seus colegas de classe tem medo e não se aproximam. Mesmo assim, ela se mantém otimista, tentando o seu melhor em busca de amigos. E tudo começa com uma prova de coragem feita pela classe dela, onde, a pedido das duas organizadoras, Yano e Yoshida, interpreta um fantasma, e por acaso, começa a conversar com Kasehaya, o garoto mais popular da turma.

Enredo básico, mas encantador. E mais do que a história, os personagens de Kimi ni Todoke são apaixonantes. A começar pelo casal principal: Kuronuma e Kasehaya. Kuronuma é uma garota tímida, sem amigos e, apesar de parecer “assustadora”, é otimista e sempre busca o melhor nas pessoas. Kasehaya é o garoto popular, amigo de todos e paixão da maioria das garotas, porém, ao contrário dos personagens desse tipo, ao longo da série, se mostra um garoto tímido e preocupado com os amigos.

Cercando esses dois, temos três personagens secundários, que só complementam essa relação de amizade, cumplicidade e primeiro amor. Na categoria menina-muito-mais-macho-que-os-garotos temos Chizuru Yoshida, que, apesar de parecer do tipo marrenta, é uma chorona (no bom sentido) e do tipo que faz de tudo por suas amigas. Como moça da turma, a representante é Ayane Yano, gentil e com uma queda para a malícia e histórias de terror, enxergando mais dos que os outros personagens. E para terminar, Ryu Sanada, que a princípio só dorme e come, mas tem um papel importante na vida de uma das personagens…

Para dar o tom de comédia, existe o estranho Kazuichi Arai “Pin”, o professor. E para antagonizar com a estranha Sawako, a bela Ume Kurumizawa “Kurumi”.

Todo o animê gira em torno dos sentimentos de Sawako, a conquista de suas amizades e a descoberta de si mesma (mesmo que isso pareça clichê).

Acho que nunca fiz isso antes, mas desse animê eu tenho que falar sobre como me senti ao assisti-lo. Se não quiserem ler a partir daqui, fiquem à vontade…

Kimi ni Todoke me surpreendeu pelo fato de conseguir me identificar com os personagens, seja com o eterno otimismo de Sawako, a timidez de Kasehaya, o jeito meio macho-man da Chizuru ou até mesmo com a paixão de Kurumi. Cada um desses personagens possui uma característica bem humana, que é meio dificl não se sentir envolvido. Em muitas cenas me peguei falando: é isso mesmo que acontece, foi isso que senti, ou coisas do tipo.

Produzido pelo Estudio Production I. G., teve 24 episódios exibidos pela NTV, o animê possui uma ótima qualidade visual e conta com duas baladinhas românticas como abertura e encerramento.

Recomendado para garotas que gostam de um bom romance e para aquelas que não gostam também. Aliás, recomendo para todos que um dia já tiveram uma paixão escolar, ou que não tenham nada para fazer num dia chuvoso, após levar um pé nada bunda do namorado(a).