Joguinho novo pra vocês

VANGUARD

Teve uma época em que YuGiOh era o assunto de todo mundo, tinha um animê meio mequetrefe na tevê (que na real era bom, mas tinha uma propaganda TÃO ruim que pareceu ruim), um jogo de cartas nas livrarias e lojas especializadas (vulgo salinha de fundo de quintal que vendia Magic) e a polêmica envolvendo o Rei Caveira (que todo mundo dizer ser a carta do DEMO!!!) fazia os programas de domingo terem pauta pra meio ano. Só que o tempo passou, YuGiOh de cartas ficou realmente divertido e depois mais complexo do que deveria, o animê teve várias continuações, uma mais estranha que a outra e a polêmica passou pra outros joguinhos. Hoje, está no limbo de Beyblade. Só que, assim como Pokémon, YuGiOh teve crias, pequenos clonezinhos, uns bons, mas que nunca sairam do Limbo, e outros tão ruins que prefiro esquecer que existiram. Entre eles, um destaque: Cardfight! Vanguard. Promissor… Será?

Quando surgiu, YuGiOh tinha uma vantagem sobre os outros TCG´s (Trading Card Game): As cartas poderiam ser jogadas, quase sem restrições, e você só teria que se preocupar em lê-las. Pouco trabalho, alguma diversão. Isso antes de surgirem os multisacrifícios, as cartas de efeito que alteram todo o jogo, os modos em dupla, em cima de uma moto, plantando bananeira e outros tipos de “inovações” que deixaram o jogo tão confuso. Vanguard vai mais além do que o YuGiOh original. Ele elimina todas as outras cartas, só existem criaturas. Para montar um deck, você só precisa de 50 criaturas, sendo 16 delas de um tipo específico e só tendo 4 de cada, no máximo. Sendo assim, é baratim, também. Mas por mais que pareça raso demais, há um detalhe: Existem clãs. E um animê pra tutorial.

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De fato, assim como todos os outros animês-promoção, o de Vanguard é claramente uma explicação de como jogar esse troço, e considerando o quão novo ele é e que a maioria das cartas ainda está em japonês (mas já há a preparação pra todo o jogo chegar na América do Norte), é uma mão na roda se quiser entender o sistema de cartas. Obviamente, não vou explicar, mas você pode encontrar facilmente algumas wikias do jogo com breves descrições de como funciona. Sendo bonzinho, exercite sua fluência no idioma do Obama e leia essas duas tabelinhas de regra aqui.

Feito isso, podemos ir ao que torna o jogo interessante: As cartas propriamente ditas. No animê, somos apresentados, aos poucos, a cada clã, que vão desde Cavaleiros do Rei Arthur até máquinas bizarrissimas, tudo no melhor estilo YuGiOh (caramba, como eu tô usando esse nome hoje!). O protagonista, que vocês acharão muito pior que Ash, Tai ou Yugi, é Aichi, e ele usa o Deck Royal Paladin e tem o Toque do Personagem Principal aflorado, comprovando que não importa a dificuldade, sempre há um Coração das Cartas. De fato, ele é tão chato que se vocês forem assistir o animê, tirem o som dele na presença do antagonista Kai, ou vocês terão pesadelos com “Kai-kun, Kai-kun, Kai-kun!”. Ignorando isso, os sete primeiros episódios apresentam praticamente tudo que se precisa saber para jogar Vanguard e os quatro tipos de Decks principais, que já possuem boxes fechadas a venda. E também já apresenta os truques para se “roubar” nesse jogo.

Image and video hosting by TinyPicMe ensina a jogar Kai-kun? Kai-kun? Kai-kun!”

Se lembram de Seto Kaiba, o rival de Yugi no supra-citado YuGiOh, lembram também do seu deck Dragão Branco de Três Cabeças que tinha a peculiaridade de SEMPRE lhe fornecer os três dragões para fazer a fusão, assim como Yugi sempre conseguia o Mago ou a Maga Negra. Ou Kuriboh. Cara, como aquele bichinho “fofo” ficava tão forte? Alguém explica? Uárévá, Kai consegue ser tão ruim ou pior do que Kaiba, a ponto de a similiaridade em seus nomes se tornar evidente no tipo de cartas que usam. O deck Kagero de Kai é feito basicamente de dragões e seus auxiliares. E força a barra em força. É o tipo de deck que você escolhe se tem por objetivo uma destruição plena e rápida do oponente. Na contramão, o deck de Aichi é mais equilibrado (e por isso leia-se FRACO), mas que conta com combos absurdos envolvendo o Blaster Blade, que não, não é irmão do Buster Blade (novamente, YuGiOh) e suas evoluções. Ponto a favor de Vanguard: As cartas do animê são exatamente as mesmas do jogo real, logo, se você ver um combo bom em um episódio, copie-o. É fácil e acredite, barato.

Image and video hosting by TinyPic“Ladrão? Eu? Sou o antagonista, isso sim! Agora com licença… OPS! Caíram duas cartas da minha manga!”

Mas Black, não tem pontos ruins nesse jogo? Tem, e é uma coisa meio chata, mas normal: Ele ainda é muito novo e não tem como investir em todos os tipos de deck que quer. Atualmente temos dez clãs: Royal Paladin, Kageru, Nova Grappler (do tampinha e irritante Kamui), Oracle Think-Tank (da absurdamente foda e linda Misaki), Nabutama (NINDJA!), Spike Brothers (muito legal a piada com futebol americano, mas precisava ser o deck do imbecil do Morikawa?), Tachikaze (lagartos cibernéticos… TOMA SPIELBERG!), Dark Irregulars (demônios… Uhull…), GranBlue (nada a ver com One Piece… Mas são PIRATAS ZUMBI!!! FUCK YEAH! PIRATAS VERSUS NINDJA!) e MegaColony (Insetos… Só pra variar… Blergh). Mas apenas os quatro primeiros são completáveis com a primeira série, apesar de que a segunda acabou de sair, trazendo mais dois clãs (as Lolicon Bermuda Triangle e os animais selvagens de Great Nature) e um empenho maior em Kageru, Oracle e Grappler. O bom é que como só está começando, é possível ainda colecionar e selecionar bem o tipo de jogo que quer desenvolver.

Image and video hosting by TinyPicComo assim não posso fazer um deck ninja-zumbi-pirata-robô? E todas as cartas que tem nessa caixa?!?”

É divertido, é barato e tem uma mitologia legal, mas não é para qualquer um. Procurem dar uma olhada, vejam os vinte episódios disponíveis do animê, tentem jogar uma partida e procurem importadores. Eu tenho um contato para quem se interessar. O importante é ver se esta será apenas a moda do ano 2011 e se unirá ao limbo ou se será um jogo para ficar. YuGiOh chora pra se manter nos videogames, mas Magic está aí. Ride the Vanguard!

Black

O editor-chefe da bagaça aqui. Responsável por tudo que for publicado. É... Legal, hein?