jul 21 2009
Immortal Regis

Um dia conheci Chonchu e passei a respeitar manhwas, não só respeitar como apreciar. Um traço mais definido, um modo diferente de contar histórias, o estilo de leitura igual ao dos ocidentais. Era o mais próximo das hq´s que os mangás poderiam chegar, mas feitos na Coréia. Assim, foi com um interesse extra que li o primeiro capítulo de Immortal Regis. O típico protagonista sofredor que conhece a garota fria me chamaram a atenção, mas eu não esperava vê-lo, logo no início, praticamente morto… E por causa dela! Era o início do sofrimento do Jae Hyuk. Combinando elementos clichês com boas viradas de trama e um enredo ágil, Immortal Regis seria um típico shonen de sucesso.
Eu uso muito essa afirmação por aqui: “shonen de sucesso”. Mas não encontro afirmação melhor. Vamos à história: Jae Hyuk é o típico proletário ferrado: estudando, trabalhando como condenado e sustentando o irmão mais novo que é outro ferrado. Um dia, por um baita azar, ele acaba se metendo no meio da batalha de uma demônio chamada Serin, que é quem acaba matando o Jae. Com um pouco de peso na consciência e uma certa malícia, Serin transforma Jae em seu servo morto-vivo. Para sobreviver, Jae tem que beber um pouco do sangue de Serin ocasionalmente. Tirando isso, ele pode viver normalmente, levando tiros e sendo destroçado que ele se regenera. LÓGICO que a coisa não termina por aí e ele é obrigado a ir viver no mundo de Serin, o Chaos.
Essa imagem quase me enganou…O número de coadjuvantes em Immortal Regis não me deixa mentir: Tem muita história pra se aproveitar daí. Não somente Jae Hyuk passa a estudar na mais conceituada escola do Chaos, como é alvo do maior número de conspirações possíveis, para tirar proveito dele por ser servo da Serin, porque ele é um trouxa fraco ou simplesmente por quererem se divertir. Aos poucos o caldo vai engrossando em IM, mas a história ainda mantém aquela superficialidade leve enquanto vamos vendo a trama se formar. Não querendo entregar o ouro, mas quando aparecem as armas de verdade a história me deixava aflito a cada capítulo, querendo ver como alguém conseguiria corrigir aquele nó na história ou se afinal Jae Hyuk conseguiria fazer algo decente.
Uma coisa me deixou meio incomodado em Immortal Regis: a anatomia inconstante de algumas personagens. Apesar de muito bem desenhado, o manwha peca às vezes com o corpo super-desenvolvido da Serin. Talvez seja o problema do grande número de gostosas por metro quadrado (acho que eu não vi UMA tábua) ou quem sabe é o fato de ela estar em 2/3 do mangá fazendo cara feia, berrando “Jae Hyuk!”. O lado cômico fica por conta do pseudo-vilão, parceiro meio bizarro de Jae Hyuk que acaba babando um ovo pela mestra deles. Dizer nomes é desvendar a trama, que merece ser explorada. É uma obra promissora que poderia ser vista por uma TokyoPop pra vir pra cá. Garanto que faria fãs por aqui sim.
Uma capa de capítulo que expõe os atributos fortes de SerinComo a maioria dos manhwas que eu conheço, Immortal Regis foi feito para ficar no papel. Dificilmente conseguiriam passar para uma tela sem tornar um dramalhão. As cenas de luta intercalam demais com cenas de choro ou raiva e Jae Hyuk é o tipo de protagonista que você se afeiçoa por pena. Ele se ferra demais pra uma pessoa só, fazendo até você se perguntar se ele não seria um coadjuvante e a história não seria sobre o mundo que ele está conhecendo. Graças a Deus o manhwa não segue a trilha dos shonens que citei antes e já terminou…
Por favor, pausa para que eu possa berrar um spoiler…
CAGAIO!!! Que coisa é essa?!? Final aberto?!? Era apenas o prólogo de outra história?!? Comofaz?!? Alguém me explica!!! Ao menos Cavalier of the Abyss também tem se mostrado bom e chuta-cocos… Tudo indica que vimos um protagonista virar antagonista… AHÁ!!!
Feito o meu reclame, fica a dica. Procurem conhecer, vale muito a pena.
Se bem que ele até se deu bem…Bruna
Sou apenas a secretária!

