dez 19 2008
Ichi, The Kiler (Koroshiya 1)

Começando a destruir suas mentes já danificadas, vamos aqui nessa Coluna apresentar às suas pobres cacholas aquilo que tem de mais interessante e (considerado por algumas pessoas) bizarro no país do sol nascente na questão do cinema. Sim, aqui irei(mos) falar sobre filmes dos japas. Sem nada de pornografia, pelo menos não ainda, se quiserem ver tentáculos, peçam polvo e vão baixar hentai, porque aqui a parada será mais focada no mundo da sétima arte mesmo.
Para começar, vamos dar uma olhada em um filme que alguns de vocês já devem conhecer ou ter ouvido falar.
O filme se chama “Ichi, the killer”. O filme é no mínimo perturbador, pois deveria (eu disse DEVERIA) contar a história de Icchi, um assassino, mas não é exatamente isso que acontece, pois é focado primeiramente em Kakihara, esse aí do pôster, um Yakuza fiel a seu chefe, o Anjo. Pois é exatamente esse Anjo que some juntamente com 3 milhões de yenes, uma coisa de louco. Fiel a Anjo como ele é, Kakihara não quer acreditar que seu chefe fugiu com toda essa grana e vai em busca de quem pode saber o paradeiro de seu chefe, indo aos extremos muito bem focados na trama. Desconfiado que um outro lider de gangue poderia ter sequestrado seu chefe, ele é bem sutil em sua maneira de interrogá-lo. Pendurando-o em uns ganchos no teto pelas costas bem no estilo daquels caras loucos que fazem body modifications, ele começa a interrogar o suspeito. Com uma panela. Eu deveria falar que essa panela está cheia de óleo fervendo? E que ele a derrama nas costas do cara pendurado? Ou que ele perfura agulhas na boca do cara pendurado? Acho melhor não falar disso, é muito forte. E é mais legal vendo.
Ichi, o assassino só realmente aparece na segunda parte do filme. Ele aparece logo no começo, mas nessa hora, uma mulher está sendo empancada e ele está numa janela, observando. Não vou dizer o que ele fala, até porque na hora que aparece o título do filme, já dá pra descobrir o que é. Sua participação na segunda parte é quando alguns yakuzas o contratam para dar cabo de Kakihara.
Violência é o que mais tem nesse filme. Já na primeira hora, se você é meio fraco, você vê umas coisas que poderiam deixar até o mais forte incomodado: a já citada tortura acima, uma mulher sendo espancada, as agulhas sendo perfuradas e uma certa pessoa arrancando a própria lingua fora são algumas das coisas que, tenho que dizer, incomodam a primeira vista mas se você conseguir aguentar, nada mais te incomodará durante o filme, como quando… Deixa pra lá.
A história é baseada em um mangá que leva o mesmo título e se algo muda, não procurei saber, até porque não interessa muito. Com um estilo pesado, me peguei rindo que nem um retardado muitas vezes em cenas nada a ver, porque o filme é cheio de situações estranhas em que só resta rir mesmo. Em uma das cenas, Ichi está andando pelas ruas quando passa por alguns garotos que cercavam outro. Esse que estava cercado começa a chorar ou algo parecido e pede ajuda, mas ele ignora. Segundos depois, um dos moleques que estava cercando o outro aparece voando com tudo em umas bicicletas, já chorando. O motivo? Ichi volta e levanta ele na bicuda, fazendo o guri alçar vôo em direção as magrelas. Essa cena eu ri demais, até porque ela nem fez sentido nenhum. e só demonstra como é o filme. Dá uma conferida no trailer da bagaça, garanto que isso ajudará você a decidir se assiste ou não:
Enfim, pra um começo, acho que esse filme já é uma boa apresentação do que ainda pode vir por aí. Daqui umas semanas eu volto com alguma outra pérola da terra desconhecida. Ah sim, uma agulha sempre pode ser usada como arma.
Ichi, The killer
Koroshiya 1 (129 minutos – Gore)
Lançamento: 2001
Direção: Takashi Miike
Roteiro: Hideo Yamamoto (mangá)
Sakichi Satô (roteiro)
Elenco: Tadanobu Asano, Nao Omori, Shinya Tsukamoto,Paulyn Sun
