jul 6 2010
Goooo… Não. Ainda não.
Recebi mó bronca semana passada. Por quê? Porque esqueci Prince of Tennis na minha lista. E não foi o único não! Já me vieram cobrar aqui mais alguns títulos. Então, semana agora é apenas uma continuação da semana passada elencando mais cinco produções que vocês não deveriam perder nesta época de Copa. Mesmo que o Brasil tenha comido Laranja estragada e sido mandado embora. Mesmo que o Japão tenha sofrido nos pênaltis, já que o Chute de Trivela não funciona com a Jabulani. Mesmo que só me reste torcer pelo Uruguai enquanto o nosso revisor tem espamos gritando Chucrutes e Volkswagens pela vitória dos Alemães. Acompanhem então, torcida, que o segundo texto vem aí!
Pra começar, Prince of Tennis, já que falei dele ali em cima. Para variar, temos aqui um novato, Echizen Ryoma, que é simplesmente O CARA da noite pro dia. Não somente chega jogando bem e entrando pro time, como derrota vários dos tops da escola, chamada aqui de Seishun Gakuen, que é famosa exatamente por causa do danado clube de tênis. E o que segue é uma história de conquista, entrando em campeonatos de verdade, enquanto não só o Ryoma como seus colegas de time evoluem como jogadores e pessoas. Caso raro em que tanto mangá quanto animê, que tem conduções um tanto diferentes, são conhecidos e também fazem certo sucesso entre o público que não é muito fã de esportes. O que chama a atenção é o traço fluído, que consegue acompanhar bem as jogadas e os saques dos personagens. Vale ressaltar que, apesar do título ser de um príncipe (coisim mai frufru, non?!?), o elenco de apoio é muito bem elaborado, conseguindo gerar ótimos momentos que não acompanhando o Ryoma.

Se eu for entrar em discussão pra dizer se o próximo título vale ou não como esporte, perderíamos muito tempo de texto, então apenas relevem a aceitem a sugestão, certo? Hikaru no Go, não tão conhecido trabalho de Takeshi Obata (o desenhista de Death Note pra quem todo mundo baba ovo), é um mangá/animê que conta a história de Hikaru Shindo, um jovem sem grandes pretensões na vida que acaba entrando no mundo de go por acidente ao despertar um espírito, de nome Sai, que era um exímio jogador de go até o momento em que morreu. Descrever o longo e difícil aprendizado de Shindo, enquanto encontra seus primeiros rivais e passa a apreciar de verdade go, seria um trabalho hercúleo, pois, a medida que o garoto entra no mundo do jogo, tudo a volta dele começa a mudar, criando uma nova onda que é sentida até pelos campeões. O trabalho realizado nessa história é fenomenal e por vezes fica a dúvida se temos como protagonista o Hikaru ou Sai.
Espírito que guia, cabelos pretos com mechas loiras… Peraí, esse é o Yugi!Initial D é um caso a parte. Não é somente um animê e um mangá, mas também uma série de obras que se conectam pelo estigma da corrida. E o melhor é que, ao contrário de outras produções do assunto, consegue mixar bem uma trama esportiva com aspectos técnicos. Assim, a série consegue usar carros de verdade em situações um tanto forçadas, mas que são facilmente críveis. Apesar de passar por outros personagens, o protagonista-mór é Takumi Fujiwara, que, basicamente como os outros citados por aqui, é um garoto esforçado com talento natural que… Peraí, nem tanto. O grande trunfo de Takumi é que desde jovem ele fazia viagens com o Toyota do pai para entregar as encomendas da loja de tofu da família. Ou seja, o cara é fera de tanto fazer aquelas curvas absurdas que só existe em animês de comédia para conseguir entregar a carne de soja na casa de quem quer que tenha pedido isso. Só pelos carros tunados o animê já valeria uma olhada, mas Initial D faz isso MUITO bem. Ah sim, e ainda tem um live action.

Agora um caso muito complicado: Músculo Total, conhecido lá no Japão por Kinnikuman. A complicação é o rolo pra entender o quanto o mangá e o animê são diferentes, tanto na trama quanto no estilo. Comecemos pelo animê. Em um mundo voltado para as artes marciais e as lutas, existe o Rei Músculo, o melhor de todos os lutadores. Seu filho, Kid Músculo, no entanto, é um banana completo que nada faz de mais. Até que o Rei o envia para treinar e se tornar um grande lutador. E assim temos Músculo Total, um animê de comédia com um roteiro bacana que acompanha Kid crescendo para se tornar tão poderoso como o Rei. As lutas são impagáveis e algumas vezes épicas. Por outro lado, o mangá, que leva o mesmo nome, trata exatamente da caminhada do Rei Músculo, chamado na época de Kid também, até o seu trono, vencendo oponentes de forma mais honrada que o filho, ainda que similarmente engraçada. Se acompanhar um, fica um tanto difícil acompanhar o outro, a não ser que veja como universos separados. O teor das duas obras é diferente, assim como a forma como seus protagonistas se tornam cada vez mais fortes. De qualquer modo, escolha um e seja feliz.

Fechando o pacote, um mangá que entrou pro meu rol de favoritos com um pouco de apelo para a simplicidade e esforço. Karate Shoukoushi Kohinata Minoru é um mangá que tem seu charme, mas não é, nem de longe, mainstream. Aqui temos Kohinata Minoru, um estudante de uma universidade focada em esportes (não que tenham apenas aulas disso, mas é o principal), em diversas (e muitas mesmo) áreas. O garoto faz parte do clube de ginástica, tendo grande agilidade, mas sofre pesado bullying de seus superiores. Em um dia que ele estava mais uma vez apanhando, surge Mutou Ryuuji, um gigantesco estudante de karatê que é um monstro em combates. Como o ginasta é um banana, Mutou resolve que vai torná-lo um lutador, nem que precise bater muito nele… Wait… Só que em pouco tempo Minoru pega mesmo gosto pelo karatê e passa a lutar de verdade, desenvolvendo habilidades, graças ao tempo de ginástica, que os outros não têm. A graça de Karate Shoukoushi Kohinata Minoru é que, apesar de uns tantos excessos, dá pra sentir que as lutas poderiam mesmo se desenvolver daquela forma e ver a equipe de Karatê crescer é muito divertido.

É isso, divirtam-se, logo mais terão os dois jogos das semi-finais e finalmente saberemos se os alemães vão fazer Oktoberfest fora de época ou se eu acertei na aposta e nossos amigos Uruguais… Quer saber? Esquece. Tragam o Chopp!

