Furi Kuri (FLCL)


FLCL (fala-se Furi Kuri e por aqui é conhecido por este nome, o qual usarei no resto do texto) é um anime escrito por Enokido Yoji (Neon Genesis Evangelion) e dirigido por Tsurumaki Kazuya (que está dirigindo o fantástico Rebuild of Evangelion) com seis episódios lançados como OVA em 2001 produzido em conjunto pela Gainax, Production I.G e Starchild Records. Sua história mistura mechas, super piratas espaciais, um garoto crescendo e colegiais.

 Perfeitamente normal.

O protagonista de Furi Kuri é um garoto japonês normal (não que algum japonês seja completamente normal) de doze anos chamado Naota que mora no ficcional subúrbio de Mabase, que segundo o próprio personagem nada acontece lá, além da fábrica em forma de ferro de passar roupa.

Um dia ele é atropelado pela moto da bizarra Haruko que surge do nada e bate na cabeça dele com uma guitarra, e acaba indo morar na casa de Naota. Do galo que apareceu por causa da pancada saem dois robôs gigantes que começam a lutar.

Furi Kuri é um anime bizarro por natureza, sua história completamente aleatória de início se mostra mais aceitável com o passar dos episódios. Naota vê sua vida completamente bagunçada depois que conhece Haruko ao mesmo tempo que ele fica mais próximo de Mamimi, antiga namorada do irmão mais velho de Naota que foi jogar baseball nos EUA.
Além da história diferente, seus personagens são profundos, crescendo e mudando nesses poucos episódios.

Graficamente Furi Kuri é surpreendente, com a qualidade já natural da Gainax o diretor tomou uma liberdade enorme com a fotografia que se tornou tão insana, frenética e experimental quanto o roteiro.

Já a trilha sonora é um capítulo a parte, feita pela banda japonesa The Pillows especialmente para o anime, é bem diferente do convencional (como tudo em Furi Kuri) e a animação foi feita em cima das músicas. A música não simplesmente está lá, é ela quem dita o ritmo do anime.

Batalhas legais, ótimas risadas, personagens bem feitos e trilha sonora incrível. Com somente seis episódios, Furi Kuri vale cada minuto, por mais bizarro que seja.

 Acredite, isso não é uma imagem do mangá.

Carlos