Filler… FILLER… FILLER!!!

Filler

Encher linguiça. Enrolar trouxa. Agradar fãs que gostam de vários episódios, mesmo sem qualidade. Filler é descrito, em sua maioria, dessa forma, como material vulgar, sem qualidade, produzido apenas para preencher um período de vacas magras de um animê, de forma a não alcançar o mangá ou para que sejam alterados pedaços da trama de forma a ficar mais “agradável ao público-alvo”, que, na maior parte dos casos é praticamente o mesmo do mangá. É, gente, filler tem má fama e não é à toa. Como esta semana estou mais calminho (ME DÁ PROZAC, DÁ!!!), vou falar de um assunto mais leve… NOT.

Filler, na tradução literal do inglês, é basicamente isso: Encher. Simples. Tá, é bem idiota, mas faz total sentido. Quando um animê entra em fase de filler, ele está aumentando sua substância, incluindo detalhes novos à trama que, aparentemente, não está bem no ponto para os produtores. Nem sempre o sentido é de ampliar a história, às vezes é apenas para encurtar momentos. Se faz sentido? Não, mas eu já explico.

Vamos pegar um caso conhecidíssimo: Naruto, Bleach e One Piece. A trinca de ouro da Shonen Jump foi afetada pela duração das obras de seus autores originais, Masashi Kishimoto, Tite Kubo e Eichiiro Oda, respectivamente. A cada um deles foi dada liberdade (e talvez até tenham recebido certa pressão) para que suas tramas durassem quanto eles quisessem. Assim Naruto já completou 10 anos, One Piece já tem 10 filmes e Bleach está perto de conseguir perder 10 leitores por semana. Na hora de passar isso pro animê acontece aquele velho problema: No mangá certas cenas são profundamente lentas, levando alguns capítulos para terminarem, enquanto no animê elas levam segundos, sendo devorados vários capítulos em apenas um episódio. Acaba que o animê chega próximo do mangá e não é possível ficar parando. Por quê? Porque vocês, fãs, são chatos pra cacete. Quer ver?

Para aqueles que gostam de D. Gray-Man, levantem as mãos aqueles que até agora não reclamaram NENHUMA VEZ da parada súbita que a obra sofreu. Aliás, DGMan também já passou por fillers, para que o animê não subisse no mangá, já que a autora (ou autor, já que tem gente que diz que é homem, sei lá) vive doente e não pode continuar escrevedo continuamente, tanto que o mangá passou da Shonen Jump pra Jump Square. Problemão hein?

Existem casos em que os fillers acabam sendo proveitosos, como em um clássico que todos gostam: Fullmetal Alchemist. Ou vai dizer que vocês não sabiam que o animê original QUASE INTEIRO é filler? E aí? Vão reclamar? Ficou bom, não ficou? Pois é, pra ver como fã é porre, reclamam de Fairy Tail que tem elementos diferentes do mangá, mas aceitam tranquilamente UM FINAL TOTALMENTE DIFERENTE para um mangá que curtem. Mereço hipocrisia?

Pra finalizar, e deixar claro que não defendo fillers, pensem no seguinte: Quantos de vocês realmente curtem seu animê o suficiente para aguentar uma pequena leva (PEQUENA, BLEACH é IMPERDOÁVEL!) de episódios sem sentido, enquanto esperam pela grandiosa volta do conteúdo original hein? Fiquem com seus animês, eu vou assistir FT. FUI!