Eu fui! – AniVenture

AV

Normalmente eu faria disto um Otaku é a Mãe! mas não será o caso dessa vez. Podem até alegar que está bem atrasado, mas eu justifico: Gastei esta semana e meia pesquisando bastante antes de fazer um review de evento, coisa que não faço há… Diacho, acho que nunca publiquei um aqui. Uárévá, me dêem um desconto, o AniVenture merece uma boa observada e acreditem, em breve vocês ouvirão tanto dele quanto do SanaFest ou, quem sabe algum dia, AnimeDreams e AnimeFriends. Se não conhecem este evento, sejam bem vindos, a Vila Anivennturiah acabou de fechar, mas está sempre aberta para o ano que vem. Sigam-me, desbravadores.

Não, não é um publieditorial, apesar de ser fã do evento. Tudo o que disser aqui é (quase) isento, mas porque, como avaliaria se não me colocasse direto como público? Muito fácil ir a um evento e fechar a cara a tudo, apenas para criticar, faz sucesso e ainda coloca a péssima impressão de que nenhum evento presta. Ledo engano, para quem busca certas atividades, o evento é o prato certo, no restaurante escondido em uma “pequena” cidade catarinense de nome Itajaí. Ao contrário do típico bloco padrão cosplay-animekê-games, o AniVenture foca em um tema: Uma vila fictícia no qual aventureiros (os otakus) se reuniriam para participar de quests, ver palestras, acessar as lojas, etc. Ou seja, para cada espaço do evento há um foco, um nome e uma forma de existir, dividindo-o em um mapa como de uma vila típica de RPG´s. Para dar maior imersão, a atração principal, a Gincana Caça ao Tesouro, segue a “história” do evento.

GincanaOs malucos da gincana… EI, eu conheço aquele no fundo!

Ok, muito bom, falar do negócio e só elogiar, mas vamos avaliar direito. Primeiro, quanto à disponibilidade de atrações. Muita gente considera ter stands, salinha de games e animekê como atrações, simplesmente por estarem ali. Muito pelo contrário, esses são componentes do evento que servem para “ocupar espaço” na programação, disponibilizar opções do que fazer enquanto se espera pelas verdadeiras atrações, dispostas em cronogramas pelo evento. Assim, deve-se contar outras coisas, como as ditas palestras e show de bandas. Como frequentador das outras edições desde a segunda (esta foi a quinta) posso afirmar, sem sombra de dúvida, que esta foi a vez que mais teve gente no palco para entreter o público. Desde cosplayers famosos, como Yuki e Vingaard, vencedores da etapa Brasil do WCS em 2007, a cantores de certo porte, como Rodrigo Rossi, a voz da abertura da nova versão de Dragon Ball Z, Dragon Ball Kai. De fato, o show do Rossi no domingo, com a banda Ryokan de apoio, foi um dos pontos mais altos do evento.

Palhinha do Rossi no sábado no show da Ryokan junto do divertido Wendell

O que acho interessante nesse tipo de eventos é que mesmo quando se escolhem atrações diferenciadas, salvo o Friends que tem apostado em bandas e cantores japoneses mesmo, é a recepção do público, que demora a se entrosar, quando o faz. Wendell Bezerra esteve lá, e por si só, já é um feito, já que ele é o imortal Goku, assim como Bob Esponja e tantos outros. Ao se unir, no palco, com o Rossi, a química estava formada. Ainda assim, sempre tem aqueles que dão o sorrisinho amarelo e se afastam. Na humilde percepção deste que voz fala, uma coisa é certa em eventos de animê: Se quer qualidade, por favor, mostre quantidade. Não basta pedir que o evento faça, vão lá e se divirtam oras. Salve salve também as bandas Shibuya e Ryokan (que também teve um show solo muito do caramba) que continuam participando e fazendo tanta gente se empolgar com as músicas originais das aberturas e finalizações de animês, como disse neste outro texto aqui.

GincanaSe o vídeo não convenceu… Ou não pegou… Taí a foto pra provar!

Um problema quanto à mangás aqui no Sul da Terra Brasilis é a dificuldade de contato com grandes editoras, o que o diga contatar para lançamentos. Convenhamos, difícil comparar com os eventos paulistas que são utilizados para que os peixes grandes, JBC e Panini, inundem ainda mais o mercado com seus zetalhões de títulos por mês. Ainda assim, é interessante ver como tanta gente investe em “artesanato” e compra de importados. É possível comprar desde aquela capinha pra celular com a imagem de Naruto impressa em um dos lados até artigos redundantemente originais japoneses importados (como uma certa estatueta do Ruffy que agora figura na minha estante). De fato, gosto de referenciar o supra-citado Anime Friends como o maior feirão do meio por aqui. Em quatro dias de evento, a coisa que mais fiz foi comprar, comprar e comprar. No AniVenture sempre tem figurinhas carimbadas, como a Nyanko Shop, lojinha da excelentíssima Nyanko, a Sra. AniVenture.

GincanaMas como tem lojista empolgado por aí não? Agradeço as fotos ao pessoal do evento.

Eu disse lá atrás que o evento tenta fazer com que o participante entre na brincadeira, certo? Talvez o mais acertado seja o palco sempre lotado de apresentadores, fazendo jogos e outros tipos de diversão aleatória com o público. Só que o destaque deste ano foi o Quest Center, uma espécie de stand no qual era possível pegar pequenas missões pelo evento para ganhar uns brindes. Legal, maneiro, meio truncado, já que algumas coisas ficaram meio aéreas, mas vale a experiência. E como vale. Participando da gincana, ganhei uma quest que nem sabia! Conclusão: Querendo ou não, é a melhor forma de você realmente participar do evento, já que você se torna parte da atração, parte do tema.

GincanaEsqueci de comentar… O AV também sediou a etapa Sul do Yamato Cosplay Cup!

Finalizando, o AniVenture não é exatamente o maior evento de todos no Sul, mas é um dos mais promissores. Pode se esperar muito das próximas edições e é provável que em pouco tempo ele seja referenciado ao falar de ideias diferentes. Não por uma atração ou outra em especial, mas pela promessa de imersão no tema, de procura em suprir as várias vontades dos otakus (esses chatos que nunca sabem o que querem… mea culpa?). E que venha o de 2012… Oh, péra…

PS: Minha equipe foi a vencedora da gincana deste ano… FUCK YEAH!

PPS: Espero que tenham comemorado o Dia da Toalha!

PPPS: E como tinha esquecido de comentar do YCC, nem falei do vencedor, que fez uma boa sátira de Rei Leão no seu cosplay de Regulus, de Saint Seiya – Lost Canvas.

Black

O editor-chefe da bagaça aqui. Responsável por tudo que for publicado. É... Legal, hein?