Enquanto isso, em Arton…

OEAM

Bom, é possível que a maioria de vocês já tenha ouvido falar de Holy Avenger. Possível, mas não provável, porque vocês não conseguem nem lembrar do que comeram no sábado. Mas, aqueles que já conhecem esse “fenômeno” brasileiro, sabem que foi uma das primeiras tentativas acertadas de algo conhecido como “mangá brasileiro”… É, cambada, Turma da Mônica Jovem não foi o primeiro “mangá brasileiro” não. Em uma era distante, uma Elfa muito gostosa, uma druida ninfeta insana, um ladrão com cara-de-galã-de-cinema-mas-que-é-melhor-como-gladiador e um troglodita fedido venderam sua revista bem bagaraio e fizeram sucesso por aqui.

 Eu falei que tinha uma elfa gostosa… Ah, e os outros aí são… Esquece…

Holy Avenger era, e ainda é, se considerar as renovações de tempos em tempos, uma novelização das lendas de um rpg conhecido como 3D&T, mais especificamente de um de seus derivados, conhecido como Reino de Arton. Nesse mundo medieval chupado de Dungeons & Dragons, deuses entraram em conflito, três deles estão banidos por toda a eternidade, um outro deus, Nimb, está armando confusão e Lisandra, a tal druida, está perseguindo algo conhecido como Rubis da Virtude, artefatos que poderão trazer seu amado
Paladino de volta do mundo dos mortos para ajustar o mundo.

 “Olha, Lisandra, vou te compensar… Vamos pra cama!”

A história, apesar de contar com certos clichês, desenvolveu-se bem, trazendo algumas surpresas para os leitores e ampliando a fama (Pelo menos entre os RPGistas) de Marcelo Cassaro, Rogério Saladino e J. M. Trevisan. A arte, por exemplo, foi se desenvolvendo, começando com certo amadorismo (Típico dos manuais do tal RPG) e terminando com um traço limpo, mais desenvolvido e até bonito. Outro ponto forte para HA é que, com a nova leva de fãs, conseguiu apresentar os RPG’s a quem não se interessava pelo gênero, e apresentando cenários conhecidos como realmente são a quem já jogava.

 E claro… Os cosplays…

Holy Avenger conseguiu ainda o feito de ter alguns derivados, como Dungeon Crawlers, mas que não fizeram tanto sucesso, tendo uma duração bem menor e acabando esquecidos nas estantes de quem comprou. HA pode ser até considerado uma das melhores produções nacionais e era esperado que tivessem mais respeito com a obra finalmente abrindo espaço para o pseudo-animê que já tentou ser produzido e relançando em formato decente os quadrinhos.

 Saca só a capa do derivado…

Uma curiosidade é que Cassaro, ou melhor, Niele era fã de animês, principalmente os que faziam sucesso na época do lançamento de Holy, como Sakura Card Captors, e vez por outra víamos a elfa vestida (Para desgosto dos fãs) com roupas de cosplay ou fazendo menção à algum fato presente nas obras que homenageavam.

 Mas ás vezes ela tinha seus momentos… Normais…

Quem tiver interesse, é bem capaz de conseguir em sebos edições antigas desta série, que tem em torno de cinquenta edições. Vale a pena para ler e guardar.