Doce triste vida escolar

School Girl

Uma das coisas mais comuns nos animes, juntamente com os personagens de cabelo espetado, são as tramas que se passam em escolas.

Vários são os exemplos disso, sejam no nosso tempo e espaço ou em um continuum diferente. E essas escolas vão desde simples escolas colegiais, até escolas especializadas em treinar ninjas.

Mas sempre que assistimos essas histórias, podemos perceber as diferenças entre o sistema educacional japonês e o nosso.

Como vocês já conhecem como funcionam as escolas daqui, vou tentar mostrar como funcionam as escolas de lá…

 Sejam bem vindos à Educação Japonesa

Vamos começar com uma pequena aula de história, já que estamos falando de escola…

O Japão começou a se ocidentalizar na Era Meiji (1868-1912). Antes disso, as escolas eram na maioria para os ricos e não eram regulamentadas pelo governo.

Já na Era Meiji, o governo passou a tomar conta da educação e em 1872 foram instituídas escolas de nível primário, médio e universidades, nos moldes franceses, americanos e alemães de educação.

 Um representante da Era Meiji

Avançando um pouco o relógio histórico, no período pós-guerra, logo depois dos EUA ferrarem o Japão com as bombas atômicas, as forças de ocupação americanas resolveram aplicar de vez o esquema de tortura educação americano.

Mas e como funciona?

Muito simples, meu pobre estudante brasileiro que tem que se virar com esse sistema educacional precário do governo…

Ele consiste em 6 anos de escola elementar (shõgakkou), 3 anos de ginásio (chûgakkou), 3 anos de colégio (koukou), e mais 2 anos de ensino técnico superior (tankidaigaku ou kareji – do inglês “college”), ou 4 anos de universidade (daigaku).

 Um esquema simples para você entender TUDO ISSO

Na escola elementar, as crianças não usam uniformes, em alguns casos, apenas um boné amarelo para não serem atropeladas no trânsito. E diferentemente daqui, onde no primário aprendemos coisas básicas, no Japão, as crianças aprendem desde disciplinas básicas, além de música e artes cênicas, até disciplinas mais complexas, como astronomia e construção de robôs.

 Estudante do primário com seu boné amarelo

Agora, nossos amiguinhos de olhos puxados deixaram o primário, e ingressaram no ginásio, que aqui é conhecido como… Ginásio!

Neste período, os estudantes usam uniformes: os meninos usam preto em estilo militar e as meninas os famosos “uniformes de marinheiro”, branco com azul marinho.

 Olha que coisa linda esses meninos no uniforme…
 Eu poderia colocar uma imagem das Sailors, mas, é melhor não…

Após o Ginásio, temos o Colegial, que dura 3 anos e ao contrário dos outros níveis, não é obrigatório, ou seja faz quem quiser. E é nesse período também que os alunos se esforçam ao máximo para entrar na faculdade.

Mas a faculdade não é a única opção de quem quer continuar a estudar. Além das faculdades, que seguem os modes das faculdades americanas, tem também as escolas técnicas, freqüentadas em sua maioria pelas mulheres.

 Universidade de Tóquio

Mas seja qual o nível em que estudem, os alunos tem uma rotina pesada de estudos e dedicação à escola. Nos dias de semana, as aulas normalmente começam às 8:30 da manhã e terminam às 3:50 da tarde. No primário, as aulas duram 45 minutos, com uma pausa de 10 minutos entre uma aula e outra. A partir do ginásio, as aulas duram 50 minutos. Os alunos vão à escola aos sábados duas vezes por mês, das 8:30 da manhã ao meio dia e meia. Oficialmente há 35 semanas de aula por ano.

Mas como se não bastasse tudo isso, há ainda os exames de admissão para ingressar em um nível superior de ensino. O período dos junken (exames de admissão para faculdade) são popularmente conhecidos como shiken jigoku (inferno de exames), e deixam muitos alunos literalmente sequelados. Em alguns casos, os jovens até mesmo se suicidam devido à grande pressão que sofrem para realizarem estes exames ou por não passarem.

O ano letivo inicia-se em abril e termina em fevereiro ou março do ano seguinte, com três períodos de férias: férias de primavera, verão e Ano Novo.

E você aí reclamando que não agüenta mais a sua escola…

Em um futuro quase inexistente outro post, falo sobre as particularidades das escolas japonesas.

Até lá, ESTUDEM!

Fonte: http://www.culturajaponesa.com.br