nov 19 2009
Dead Leaves

Dois estranhos acordam nus e sem memória em um terreno baldio, uma mulher com uma marca no olho que lembra um urso panda e um homem com uma TV antiga no lugar da cabeça, que acabam se apelidando de Pandy e Retro.
Agora nus e sem memória, o que fazer…? Destruir a cidade, e todos seus habitantes, que são clones, em busca de roupas, comida e armas como se nada mais fizesse sentido (não que faça algum sentido)… Enquanto BROTAM policiais do nada, que começam uma perseguição frenética com direito a caçambas-foguete de caminhões que viram robôs gigantes! Com tudo isso, nem os dois selvagens conseguem resistir, acabam sendo presos e enviados para prisão Dead Leaves, localizada na metade inteira da lua (é, a outra parte já não existe…)

Pandy e Retro
Com um ritmo insano e o estilo bizarro e divertidíssimo do mesmo estúdio de FlCl, só que bem mais brutal, esse é Dead Leaves. Feito pelo estúdio Production I.G. e dirigido por Hiroyuki Imaishi (que também trabalhou em FlCl) é um longa metragem com cerca de 50 minutos, e claro, muito bem animado, criativo e empolgante do começo ao fim, sério, sem diminuir o ritmo por um segundo.

Vocês já devem ter percebido, mas definitivamente a estética do anime não é nada convencional, os personagens da prisão são todos clones que não deram certo, DEFORMADOS em todos os sentidos possíveis, um tem até uma broca no lugar do… Bom, pênis… A cidade do começo também é uma grande caricatura com a lua pela metade, e a perseguição de carros sendo mostrada por cenas divididas em vários ângulos. Acho que nem preciso falar sobre a Dead Leaves, onde os presos são transportados pelas celas usando ganchinhos que se movem pelo teto, e depois de comer são forçados a “fazer suas necessidades” por tubos que saem do chão…

Esse estilo todo não vai durar muito perto do Retro…
Não chega à altura do Detroit Metal City, mas vejam bem, é um anime grosseiro, muito mesmo, cheio de palavrões, violência e obscenidades, por exemplo, a HILÁRIA cena de sexo (perdoem se isso for um spoiler) entre Pandy e Retro, que usam o buraquinho das necessidades que há em seus “uniformes” enquanto corações voam por toda a prisão… Mas também não se trata só disso, é fácil ver que há um fundo mais crítico, principalmente quanto ao preconceito e total falta de consideração pela vida e estado de quem é a “escória”, que no anime são, os clones presos que sofrem todo tipo de abuso e desrespeito dos monitores da prisão,são eles 666 e 777, que são produtos de experiências com armas-biológicas na prisão.

777 e 666, eles são cruéis…
O filme é ótimo se você não está a procura de um anime com traços perfeitinhos e aquele humor fraquinho das aventuras convencionais, também não tem continuações ou histórias separadas então, se você não sabe o que assistir e quer algo rápido, é uma ótima dica, só tome cuidado se você tem problemas cardíacos…
