Da Coréia pro Brasil

OEAM

Muita gente, mas muita gente MESMO confunde japoneses com chineses ou coreanos. Os traços orientais, para o olho mal-treinado, são bem parecidos, não importa o país de origem. O mesmo acontece com os quadrinhos japoneses. Muita gente lê ou leu ou pensando que são mangás, mas no Brasil já surgiram vários manhwas… Man, quê? Manhwas, a versão coreana do mangá, esses que você do jeito “ocidental”, cada vez com mais presença no mercado nacional.

 Dá pra ver a diferença?

Não conhece? Você que pensa. Apesar de timidamente, o manhwa Chunchu fez até sucesso pros lados de cá. Com uma narrativa similar ao de mangás de presença shonnen, Chonchu tinha vários dos elementos que o povo em geral gosta: Um protagonista brutal, certa violência e uma trama inteligente.

 Se ele te lançar ESSE olhar… Reza.

Porém, não é toda editora no Brasil que permite ou se interessa pela vinda de manhwas, na realidade, são as de fora do mainstream que procuraram por esse nicho. É o caso da Lumus, que trouxe de uma vez só dois manhwas dark: Priest e Planet Blood. O primeiro é que realmente conseguiu fãs por aqui, com um enredo que lembrava um pouco uma HQ de sucesso, Preacher. Quase que virou filme em hollywood aliás. Ainda bem que não, se adaptação de mangá já é ruim, imagina de manhwa que é pra um gosto ainda mais específico.

 O padre que não tem nada de santo

Os fãs de shoujo também foram agraciados quando Tarot Café veio para cá. Manhwa curto com um belo traço, foi uma das apostas da NewPOP que deu certo. A editora prefere trabalhar com obras pequenas, que possam ser lançadas por apenas alguns meses e ficar como coleções dos seus leitores. E deu certo, cada vez mais a NewPOP traz mais manhwas, e até mesmo alguns mangás, e abrindo espaço no mercado.

 O traço bonito e enjoado de Tarot Café

Um diferencial dos manhwas é que seus desenhos são geralmente mais caprichados e seus roteiros mais desenvolvidos. Talvez pela diferença entre o grande mercado japonês, que é extremamente agressivo, e o artístico coreano, mais restrito. Também assim é mais fácil trazer produtos de grande porte, pela seletividade do material disponível. Sinceramente, são bem-vindos, quanto mais bom conteúdo, melhor. Bem que poderia vir Immortal Regis pra cá…