jun 11 2009
Chobits (CLAMP)

Falar de uma série assim é algo que pode ser um pouco difícil pra mim, por alguns motivos simples.
Primeiro. O mangá é um shoujo, que como devem saber, é um genero feminino de mangá, mais voltado para o público que possui estrogênio, mas é claro que isso não me impede de ler, apesar de não ser tão ligado com meu lado feminino, que por um grande acaso deve ser lésbico.
Segundo. A temática dele é algo o qual só alguém que entenda bem sentimentos consegue entender com toda a profundidade. Isso eu não consigo, apesar de ler e reler essa obra diversas vezes. Talvez, algum dia, o cubo de gelo que é meu coração tenha capacidade de entender exatamente o que cada quadro quer passar. Mas eu duvido.
E agora, depois de enrolar um pouco, vamos dar uma olhada nos fatos que se relacionam a essa história.
Hideki Motoswa é um estudante que recém se muda para uma Tóquio futurista. Não que ele vá pro futuro, a história se passa numa visão um pouco diferente da cidade. Diferente porque em todos os lados dela podem ser vistos persocons. Como era um caipira, que vivia no interioRRR, não era tão acostumado a ver tantos persocons andando por aí. E como também é alguém um tanto desprovido de verbas, não tem como possuir um persocom.
Aqui, abro um espaço pra explicar o que é um persocom:
Por trás de uma aparência meiga e bonitinha, se esconde um grande poder. Computadores super poderosos, que com uma interface humana, vieram para facilitar o manuseio e auxiliar em tarefas simples para todos. Isso é um persocom, um computador e um robô, que são devotados a seu dono.
Então, como podem ver, eles são extremamente úteis, assim como o computador que você está lendo esse texto agora. Mas como os computadores, os persocons também podem ter a capacidade de viciar. Mas isso eu falo mais a frente.
Então tá lá, Hideki e sua pobreza, se lamentando que nunca poderia comprar um persocom quando, num golpe de sorte, ele encontra um na rua. Jogado no lixo. Mas acho melhor vocês mesmos olharem isso:

Depois desse golpe de sorte, Hideki tem sua vida alterada. Esse persocom, logo que é ligado, não é capaz de fazer nada, só consegue pronunciar uma palavra, que acaba por se tornar o nome dele. Ou melhor, dela. Chi.
OLOLCO!Como disse, sua vida é mudada. Pessoas que ele nem pensava em conhecer se tornam parte de sua vida, como Minoru Kokubunji, um garoto que é especialista em persocoms, que pode até construir a sua própria; Chitose Hibiya, uma mulher que é a senhoria do apartamento onde Hideki mora e possui um passado muito obscuro, ligado a persocoms; Takako Shimizu, professora do cursinho onde Hideki estuda, e que tem um certo envolvimento com Shimbo, um colega do mesmo curso.
Personagens assim são capazes de protagonizar uma história que consegue envolver amor, humor, ficção científica, mistério e suspense. Um dos detalhes que mais gosto da história são as histórias que surgem, como se fossem para complementar os fatos principais. Chi, apesar de ser um persocom, tem a capacidade de ler e se sensibilizar com algumas coisas, uma dessas coisas é a série de livros A cidade sem ninguém. Com desenhos simples e uma história que por diversas vezes se apresenta confusa, ela é bem uma outra maneira de explicar fatos da história de maneira bem simples, as vezes jogando uma luz diferente sobre tudo:

Mais adiante, essas histórias se tornam parte principal da história, mas isso é algo que eu não vou falar aqui.
Chobits foi lançado no Japão em 2001 em 8 volumes, dois anos depois sua versão em português foi lançada aqui, pela editora JBC. A versão brasileira manteve as páginas coloridas que abriam as edições, aqui lançadas em 16 volumes. Como cada uma dessas páginas coloridas aparecia no volume original, aqui só ocorriam no volumes impares, excetuando o volume final, o 16, que incluía um poster de Chi em página dupla e destacável.
Chobits é uma boa série. Curta, simples e com um final surpreendente, ela possui todos os elementos que podem chamar a atenção de garotas, para talvez derrubarem uma lágrima. E para garotos… bom, a história tem boas frases de efeito. Se você for capaz de achar elas e encaixar em algum diálogo, as chances de você dormir sozinho nessa noite diminuem bastante…
Mas é claro, eu não falei nada disso.
