Animes que marcaram minha infância – Cavaleiros do Zodíaco

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Quando eu era um guri, acostumado a ver Pica-pau, Tom e Jerry, achava que aquilo era o máximo de violência que podia ver num desenho. Então surge na falecida TV Manchete (que fez minha vida mais feliz por muitas outras vezes) Cavaleiros do Zodíaco. Eu fiquei vidrado naquilo, todo dias ás 18hs estava na frente da tela da TV para ver as aventuras de Seiya, todas as conversas que tinha com meus amigos da rua ou escola tinha que ter CDZ no meio… Foi uma febre que só quem viveu na época consegue entender, foram brinquedos, álbum de figurinhas, roupas, enfim, se tinha CDZ, vendia.

Sonho de consumo de toda criança

Passava na Manchete duas vezes ao dia e no domingo ainda tinha uma reprise de uma hora com todos os episódios da semana, e, claro, eu assistia todos.

Com o nome original de Saint Seiya no Japão, Cavaleiros do Zodíaco (como aqui foi chamado, e também em outros países) tinha suas aventuras focadas em cinco Cavaleiros de Bronze; Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki.

Seiya: Simbolo de justiça e lealdade à Athena, se masturba pensando em sua Deusa, mas também tenta dar uns pegas na Shina e na Minu (a pedófila menina do orfanato).

Shiryu: Cavaleiro bondoso que foge da ninfomaníaca Shunrei, no fundo ele é um covarde que pediu arrego para Fenrir de Alioth.

Hyoga: Só se torna Cavaleiro para poder resgatar o corpo de sua mãe nas profundezas do oceano, se percebe um pequeno grau de necrofilia em sua personalidade.

Ikki: Outro necrófilo, metido a malvado, e passa maior parte da série salvando Shun ou pensando na Esmeralda.

Shun: Gay assumido da família (já que no mangá todos os Cavaleiros de Bronze são filhos do Mitsumasa Kido, O Reprodutor), sua missão é chorar e ser salvo por Ikki.

A série tem inicio com a cena do atual mestre do Santuário, Saga, Cavaleiro de Gêmeos, tentando matar um bebê, que nada mais é do que Saori Kido, a reencarnação de Athena, a Deusa da Guerra JUSTA, da Sabedoria, do Ofício e da Inteligência então logo Aioros de Sagitário o impede, mas é declarado como um traidor que tentou matar Athena e acaba sendo morto nas mãos de Shura de Capricórnio.
Quinze anos depois, se vê Athena organizando o “Torneio Galáctico” que será disputado pelos Cavaleiros de Bronze e o vencedor teria como prêmio a armadura de Aioros, que logo é roubada por Ikki, mas ele é vencido e se junta aos outros Cavaleiros. Essa saga se estende até a luta contra os Cavaleiros de Ouro e a derrota de Saga.

Você consegue sentir essa emoção?

Logo em seguida, no anime (no mangá não existe essa saga), Seiya e os outros têm a missão de vencer Hilda Furacão e seus guerreiros Deuses de Asgard, assim salvando Athena (Deusa que só serve para atrapalhar) e a Terra.

Seguindo diretamente, sem descanso para nossos Cavaleiros, Poseidon acorda de seu sono nem tão eterno, e decide tornar a Terra um planeta totalmente tomado pelas águas e acabar com os todos seres terrestres. Aqui então temos nossa divergência, o anime se encerra aqui e nunca mais ouvimos falar nos nossos queridos Cavaleiros, por problemas com a produtora e o criador da série, Masami Kurumada.

Só eu que odiava o Seiya?

Então depois da puberdade de muitos que assistiam CDZ, temos o desfecho da série com a Batalha de Hades, assim como no mangá, com um traço já muito mais evoluído, bem mais trabalhado e com efeitos muito bons, temos também a suposta morte de Seiya (para a felicidade de muitos).

Mas parece que ainda não é o bastante, Saint Seiya volta com o filme “Prólogo do Céu” (infelizmente com Seiya ainda vivo…) dando um gostinho do que seria uma nova série por vir, que talvez tenha como vilão o próprio Zeus! Nada de oficial ainda, mas seus fãs já velhos e pais de família aguardam anciosos.

O fim?

Mas para mim o que realmente revolucionou a série e me iluminou com sua qualidade foi o mangá “Cavaleiros do Zodíaco – Episódio G”, que conta o passado da série, logo depois que Athena foi salva por Aioros, tendo como personagem principal seu irmão mais novo, Aiola de Leão. Sendo totalmente focado nos Cavaleiros de Ouro em plena adolescência, ele tem como missão enfrentar Cronos e seus irmãos mais velhos, os titãs. Aqui temos vários tapa-buracos da série, e um upgrade no traço das armaduras, que estão, ao meu ver, com uma qualidade indiscutível, dando realmente a idéia de ser uma armadura de metal, e não aquela borracha flexível de antes. Infelizmente aqui no Brasil isso foi somente publicado até o volume 10, me deixando na mão.

Armaduras totalmente caprichadas

Cavaleiros foi uma série que hoje em dia eu não assistiria mais, possuindo sagas com idéias repetitivas e que já deram tudo que podia, salvo o episódio G que aparenta estar totalmente reformulado. Mas mesmo assim, não deixou de me influenciar muito e a me fazer procurar por outros animes e mangás.